Todos os trabalhos dos freelancers são pagos, ou pelo menos é isso que nós queremos. Mas também sabemos que nem sempre isso acontece, mas isso será falado noutro artigo.
Um dos grandes dilemas dos freelancers é a forma como chegar ao orçamento do trabalho do cliente. Existe uma grande controvérsia sobre a melhor forma de chegar ao orçamento ideal, uns afirmam que a melhor forma é definir um valor á hora e fazer as contas no final do trabalho, mas isso nem sempre é o mais correcto pois imaginemos que estávamos a pensar gastar 20h num projecto, quando no final gastamos 40h, o cliente não vai aceitar uma alteração no final do projecto; outros afirmam que o melhor é mesmo definir um valor fixo para certos tipos de trabalhos, tipo tabela.
Valores definidos à Hora
Esta será a forma l
ógica de trabalhar, define-se um valor á hora pelo nosso trabalho e no final do trabalho faz-se as contas das horas que trabalhamos em determinado projecto e apresenta-se ao cliente. Mas nem todos os clientes aceitam o orçamento apenas no final, pode-se dar o caso de no final do projecto apresentarmos os valores ao cliente e o cliente não aceitar, fazendo assim com que o tempo dispendido tenha sido em vão.
Temos sempre a opção de estimar as horas que precisamos para determinado projecto e fazer um orçamento prévio para o trabalho, no entanto é um risco pois poderemos precisar de mais tempo e depois teremos que apenas cobrar o orçamento apresentado previamente ao cliente.
Outro problema é calcular o tempo, pois temos o tempo de pesquisa, o tempo de estruturação de ideias, até o tempo do café, do cigarro, etc.. Todo esse tempo terá que ser pensado quando é feito o orçamento.
Esperemos sempre que o cliente confie em nós quando apresentamos o orçamento, pois não temos uma prova em como trabalhamos as horas que apresentamos.
Valores Fixos para Cada Trabalho
Preço fixo significa isso mesmo, um determinado tipo de trabalho tem um valor, independentemente do cliente, do esforço, das horas dedicadas a esse projecto ou até do trabalho que ele deu a realizar.
É um tipo de orçamento que é entregue ao cliente antes do projecto ser iniciado, com todo o tipo de clausulas e bem explicado para que o cliente entenda o que será feito.
Este é um tipo de orçamento que envolve muito mais papelada e muito mais responsabilidade. Todo o tipo de trabalho custa dinheiro, e deve ser pago, o cliente tem que ter essa consciência e assim que assina o orçamento fica comprometido a pagar o valor que assinou, é essencial esses papeis para o caso das coisas correrem mal e ter que se ir para tribunal (é algo mais banal do que se pensa).
É importante ter alguma experiência na questão dos orçamentos para realizar este tipo de valores, pois é preciso ter noção do trabalho que dá, do tempo que vamos despender para o realizar para que o orçamento seja o mais justo seja para o cliente, ou para o freelancer.
Com o tipo de projectos simples este será talvez a melhor opção para a criação de orçamento, agora pensemos em projectos grandes, que envolvem uns 6 meses (ou mais) de trabalho, aí o melhor será mesmo optar por estipular valores fixos consoante as etapas que se vão apresentando ao cliente, para que no final ninguém fique a perder.
Sendo assim, não há um método chave para a criação de orçamentos, os freelancers devem ver qual se adapta melhor ao seu tipo de trabalho.
E vocês? Como fazem os vossos orçamentos?
Tags: freelancer, orçamento











Os orçamentos que apresento são sempre baseados numa estimativa do trabalho que vou realizar. Nessa estimativa tem de haver sempre uma % de tempo de margem de erro, precisamente porque pode haver “derrapagem” em fazer o trabalho.
O conhecer a nossa maneira de trabalhar, e o tempo que levamos a fazer determinadas tarefas, é o que leva a realizar bons orçamentos, sem sobre-orçamentados com tempos demasiado longos que efectivamente não se gastam, nem sub-orçamentados com tempos muito curtos que originam derrapagens que não se previram.
Vasco Pinheiro
Muito Obrigado por partilhar a experiência Vasco!
Quando estimo faço sempre um levantamento de requisitos/funcionalidade que apresento ao cliente e onde pergunto “é isto que pretende”? Só depois de acordarmos que estamos a falar da mesma coisa é que avanço para o orçamento.
Depois faço o planeamento baseado nas tarefas identificadas no documento acima. Coloco a quantidade de horas que demoro a executar a tarefa e.
O preço varia de acordo com o tipo de conhecimento necessário, por exemplo uma tarefa banal é mais barata do que uma tarefa altamente especializada.
Quando me deparo com uma tarefa que sei que necessito de investigação porque me é desconhecida, faço um desconto, por exemplo de 50%, assumindo assim parte do custo da aquisição do conhecimento, a percentagem varia com o que considero justo.
Também uso a mesma estratégia do Vasco Pinheiro, à estimativa de horas junto uma percentagem de “Factor K” (também conhecido como factor cagaço) que varia entre 10% a 30% dependendo do quão confortável estou no desenvolvimento do projecto.
Depois apresento o orçamento ao cliente que pode ser “chave na mão”, onde apresento apenas o custo final, ou “time and material” onde vou cobrando horas a cada tarefa, e reportando-as ao cliente de forma a que ele saiba o progresso do projecto.
No entanto, como referido aqui, no caso dos valores definidos à hora, é necessário reorçamentar cada pedido de alteração, de forma a que o cliente perceba que isso tem um custo.
Se não fizermos isto, corremos o risco do cliente não querer pagar porque acha que gastámos horas a mais do que as necessárias.
É uma boa prática ter um sistema de registo de alterações para provar ao cliente as alterações que ele pediu tiveram alterações no custo final.
Bem, comentários destes faz com que este blog se torne uma referência Nacional.
Gostei muito de ler o que escreveu Fernando, é sempre uma mais valia termos aqui Freelancers a darem a sua opinião pessoal.
No meu entender faço os projectos sejam eles fáceis ou difíceis sempre por preço fixo, não ando cá com rodeios. Imaginemos um trabalho fácil que demora 5 dias, apliquei os meus conhecimentos e finalizei o trabalho, foi entregue. Um trabalho mais difícil demorou 1 mês, apliquei conhecimentos e foi entregue. Apliquei os mesmo recursos e conhecimentos, ambos os clientes ficaram satisfeitos, não me perguntaram se deu trabalho ou não porque não entendem o que é trabalhar como web-design e só querem é o serviço feito. Porque é que eu deveria levar à hora? Para ficar ainda mais caro? Simplesmente digo ao cliente o tempo que demoro. Claro que isto para se resolver o tempo estimado tem que ter uma boa experiência de trabalho e saber qual o seu valor como profissional. Quem estraga um pouco o mercado é os curiosos web-designers sem formação e porque aprenderam a dar uns toques em HTML e no fim utilizam templates já elaborados e só trocam as palavras e cobram uma ninharia de €€ e fica uma “borrada” por completo. O pior é que trabalhos difíceis elaborados em flash, php, etc… fazem orçamentos elevados, contratam alguém que saiba, ficam bem vistos e ainda por cima angariam mais cliente-la que aqueles que trabalham justo e sabem o que fazem.
Sim realmente cada vez mais aparecem curiosos em diversas áreas a praticar preços surreais que o que fazem é estragar completamente o mercado..
Gostei do teu ponto de vista Sérgio!
Contamos contigo como leitor assíduo!