Estava eu a “devorar” os últimos posts do ClientesDoInferno (já agora, aconselho muito a darem uma vista de olhos para se poderem rir um pouco do que vai acontecendo no panorama nacional), quando me apercebi que as pessoas encaram o trabalho dos outros sem nenhuma seriedade. Obviamente que isto não se passa apenas no Freelancing, mas o que é certo é que o Freelancing ainda é visto como um “part-time” para compensar algumas lacunas, e muitas vezes não é encarado como deveria ser por parte de clientes, ou apenas interessados.
Formulando a minha teoria passo a explicar. Muitas pessoas pensam que Freelancers são aqueles “bichos” que não conseguem encontrar trabalho em empresas de renome e acabam mesmo por se aventurar nesta vida, e por isso, não têm as capacidades necessárias para elaborar o trabalho. Ou na pior das situações, depois do primeiro contacto Freelancer – Cliente, o cliente acha que pela simples forma do Freelancer não ter uma empresa por detrás dele, pode praticar preços ridículos no mercado e quando é apresentado o orçamento detalhado ao cliente, ele ou nunca mais dá notícias, ou então acha ridículo e tem sempre um “primo do amigo do filho” que faz o mesmo trabalho e nem cobra qualquer valor. Isto mostra o panorama nacional em relação aos trabalhadores independentes, que são encarados de uma forma muito brejeira e muitas vezes trabalham muito mais, e melhor, que empresas de renome que cobram 10x do valor apresentado pelo Freelancer.
Agora levanta-se a questão.
Será o Freelancing uma “moda” passageira, e a sociedade tem razão em não dar o devido valor a estes profissionais, para que o mercado empresarial não caia em desgraça?
Pessoalmente acho que cada vez mais há freelancers ligados aos trabalhos independentes (clientes independentes) e a empresas de renome que contratam freelancers para trabalhos pontuais. Por isso o Freelancing ainda tem muito para crescer em Portugal, na minha opinião claro.
Mas gostava muito de ouvir a vossa!
Prenunciem-se…











Creio que o freelancing ainda tem espaço para crescer.
Maus clientes há-os em todo o lado, mas tipicamente as empresas têm um tipo de estrutura que lhes permite lidar melhor com isso.
Não faltam projectos onde se quer um trabalho exemplar mas pago ao preço de amendoins…
Ora, quem paga amendoins, recebe um macaco…
E por causa disso muitas vezes os freelancing ganha mau nome.
Uma forma de evitar/reduzir isto é assumir uma imagem empresarial. Não usem o vosso nome mas sim um nome de “guerra”. Não usem os recibos verdes mas sim um programa de facturação e recibos.
Apresentem-se como uma empresa, que por acaso neste momento é constituída apenas por vocês.
Este pequeno “truque” de imagem tem por vezes resultados muito bons.
Outra forma é usarem referências (já aqui escrevi um artigo sobre isso) de forma a construírem a vossa reputação de forma sólida e rápida.
Façam uso dessas credenciais. Quando apresentarem orçamentos podem juntar um anexo de projecto e clientes relevantes na mesma área/relacionados com o orçamento em causa.
Mostrará ao novo cliente que não estão ali para brincarem.
Concordo com o Fernando Martins. Porém, um freelancer assumir uma imagem “empresarial” com nome de “guerra” pode ser um bocado arriscado. É preciso recordar que uma empresa tem um espaço físico, o que por vezes não acontece com os freelancers. É importante ser transparente logo desde o inicio e apresentar um bom trabalho sendo profissional ao máximo.
Outra coisa: muitos clientes procuram os freelancer já mesmo por causa do preço.. acho que quem ser freelancer e tem competências para tal deve tirar ao máximo proveito disso praticando preços mais acessíveis. Afinal um freelancer não tem as mesmas despesas e encargos que uma empresa estruturada tem. Passar esses benefícios para o cliente pode ser compensador.
E no futuro, quando o freelancer tiver uma boa carteira de clientes.. para quê continuar a ser freelancer? Chega a altura de abrir a sua própria empresa, mesmo que seja o único trabalhador. Os seus clientes vão adorar presenciar essa transição.
Não é moda passageira, há que ter é paciência e tentar localizar logo o mau cliente antes que se perca mais tempo, há que fazer o famoso finca-pé. Se não gosta então não interessa, tempo é dinheiro e tem é que se procurar os clientes realmente sérios.
lembra-me aquela frase bonita:
se achas a excelência cara, espera até receberes a factura da mediocridade.