O que fazer quando o cliente não paga?

Publicado a 18 Fevereiro 2010 por AnaMartelo14 Comentários

Colocado em Relação Cliente




Obviamente este não é um assunto que diga apenas respeito a Freelancers. Existem inúmeras empresas com problemas financeiros devido a situações deste género, e com as quais estas têm alguma dificuldade em lidar.


by johnr71

Vejamos a seguinte situação. O cliente contacta o Freelancer, requisita um orçamento para determinado trabalho, o orçamento é aceite, o Freelancer dedica horas, dias ou até semanas a completar o trabalho e no final do trabalho entregue o cliente não paga aquilo que ficou acordado.
Existem várias situações, e todas elas devem ser encaradas de forma diferente. Muitas vezes o cliente não paga até por algo que está completamente a cargo do Freelancer, como por exemplo o trabalho não ficar de acordo com o orçamentado e aceite, ou até mesmo com alguma falha por parte do Freelancer.

Antes de tudo deverá certificar-se que tudo aquilo que foi acordado entre si e o cliente ficou registado, e até assinado por ambos (é a melhor situação). Para isso deverá redigir um documento no inicio do trabalho com tudo aquilo que está relacionado com o mesmo (tarefas a realizar, pedidos especiais do cliente, datas e valores), e de preferência faça com que o documento esteja assinado tanto pelo cliente como por si. Assim além de o próprio Freelancer ter alguma base para o caso das coisas correrem mal, o mesmo acontece com o cliente. E lembre-se que os clientes têm sempre razão, e devem todos eles serem tratados da melhor forma possível.

Após o registo de tudo aquilo que ficou acordado, deverá por mãos a obra e iniciar o trabalho pedido. Obviamente que o trabalho deverá ser feito com toda a atenção que este merece, e deve ser levado como um projecto super importante (seja ele um trabalho de horas ou um trabalho de meses). Assim irá certificar-se que se empenhou o suficiente para que o projecto saia das suas mãos da melhor forma possível, para que não haja qualquer tipo de reclamação por parte do cliente. No entanto esteja aberto a pequenas alterações e mudanças estratégicas,  isso é algo que ocorrerá imensas vezes.

No entanto depois de todo o seu empenho e dedicação, o cliente acaba por “desaparecer do mapa” e o trabalho fica por pagar, e agora, o que fazer?
Simples, comece por tentar contacta-lo de todas as formas possíveis (telefone, email, presença física ou até carta/fax), explicando que o trabalho ainda não foi pago e lembrando sempre o cliente que existe um compromisso entre os dois que foi assinado e que o compromete a cumprir a sua palavra tal como cumpriu a sua. Se ainda assim não foi possível contactar com o seu cliente então aí deverá optar pelos meios legais disponíveis.

Se for extremamente necessário contrate um advogado, mostre-lhe o documento que foi redigido anteriormente e peça aconselhamento a este para resolver a situação sem ter que recorrer a processos judiciais. Dê algum tempo para o seu cliente reagir e perceber o erro que está a cometer.

Se ainda assim nada for resolvido então a melhor solução será mesmo seguir para as barras dos tribunais e resolver tudo pelo meio legal. Lembre-se que o documento que tem em sua posse é uma prova do acordo que foi feito entre os dois e poderá ser usado como prova.

Obviamente que ninguém quer chegar a este ponto e se for possível fugir disso toda a gente o fará, mas não se deixe intimidar e não se deixe “pisar” pelo cliente. O seu trabalho foi feito, o seu tempo ocupado e a sua sabedoria aplicada, então ele terá que cumprir a sua palavra e fazer aquilo que é mais correcto, pagar o seu trabalho!

Acima de tudo tente levar as coisas pela melhor forma e evite ao máximo recorrer a processos judiciais, mas se houver mesmo necessidade não deixe que o seu trabalho seja levado como uma “borla” e imponha-se, só assim irá receber aquilo a que tem direito.

E com vocês, isto já aconteceu? Como resolveram a situação? Queremos saber a vossa opinião!





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Comentários: (14)

 

  1. Nuno diz:

    Um dos princípios para não perder tudo é sinalizar o trabalho, assim quando se adjudica uma trabalho fica-se logo com uma garantia.
    Um sinal de 50% é bom para todos, passará a existir “pressa” na realização do trabalho de ambas as partes.

  2. O problema do método dos 50% é que o cliente pensa sempre que vai pagar metade do valor e depois o freelancer vai “fugir”. Se for um bom profissional, claro que isso não vai acontecer, mas se o cliente não conhece o freelanceer, é sempre o risco que de certeza que lhes passa pela cabeça e podem ter receio em acordar com um sinal de 50%.

  3. Já me aconteceu sim…
    O problema é que a dívida foi contraída não só pelo cliente como por cliente – amigo, o que torna a coisa mais chata pois, até hoje fiquei a ‘anhar’.
    Num dos casos foi até mais chato pois usaram indevidamente parte do meu trabalho depois de terem alegado que não precisariam dele…quando fui a ver era praticamente uma cópia (muito foleira, diga-se..) mas foi de muitode mau gosto.
    Até hoje mais me incomoda esse facto do que a dívida em si…
    Enfim… percalços escusados e causados pela inexperiência.

  4. Eu no meu caso peço apenas para fazer um deposito minimo apos 2 ou 3 artigos (que é a minha area) e dps desse deposito prossigo com o trabalho.
    Grande artigo Ana

  5. Se calhar o melhor método é cobrar o tal sinal mas de uns 30% e apresentando ao cliente algum do trabalho já feito.

    Com o sim das duas partes, continua-se o trabalho e no final após o pagamento (ou comprovativo) dos outros 70% entrega-se o trabalho.

  6. Cláudio Ribeiro diz:

    Para mim é simples. É assim que faço e que tenho resolvido a maior parte desses problemas. 50% na adjudicação e 50 na entrega do trabalho. Assim percebemos logo qual a intenção do cliente, bem como temos dinheiro em caixa para cobrir a maior parte dos custos inerentes ao trabalho. Cliente correcto e que percebe como o mercado está, não terá problemas em aceitar estas condições. Recuso-me a colocar dinheiro num trabalho dum cliente. Prefiro não fazer.
    Ricardo Amaral, o freelancer tb n conhece o cliente… Porque raio temos de aceitar tudo o que está estabelecido no mercado. Acha correcto, pedirem-lhe preços mais baratos e ainda pagar a 90 dias?!
    Este sistema em que vivemos não é sustentável! Quem produz tem que receber o valor do seu trabalho e o que está a acontecer é que quem vende é que ganha e pior que isso explora quem produz. Cabe a nos que produzimos, obrigar o cliente a ser correcto e não aceitar-mos condições absurdas.
    Este artigo dá pano para mangas :)

  7. AnaMartelo diz:

    São destes artigos que eu gosto de ver ;)

    Obviamente que o Freelancer durante o seu percurso irá encontrar vários exemplos do que já foi falado aqui. Eu própria faço o mesmo, 50% na adjudicação e restantes na entrega.
    Assim nem perde o cliente, nem o Freelancer que está a trabalhar sem bases e por vezes até a colocar investimento seu.

    Eu concordo com tudo o que ja foi dito aqui, mas cabe a cada um ver a melhor maneira para não se prejudicar.

  8. O tema do método de pagamento de trabalhos a freelancer é quase infinito.
    Até hoje só duas vezes(e já foram demais) fiquei a arder.
    - Na primeira aceitei o pagamento a 3(!!!!) meses e passaram esses, outros 3 e mais 3… até hoje.
    - Na segunda o pagamento seria feito após o site ficar online. O site ficou online, ainda me pediram mais alguns extras… Eu fiz (que asno, devem estar vocês a pensar) e até hoje espero o pagamento.
    Em comum estes dois casos têm o facto de terem sido feitos para “amigos”.

    A partir do 2º só cai quem quer.
    Agora só começo a trabalhar com 50% do valor pago. Se não quiserem podem ir trabalhar com quem aceitar as condições deles.

    Belo post

  9. MytyMyky diz:

    Também já tive os meus casos. Mas dadas as especificidades dos trabalhos, um pagamento á cabeça n fazia sentido. Na realidade, era operações esporádicas e imprevistas, pelo que n fazia muito sentido o pagamento á cabeça. Enfim, na verdade apanhei as pessoas erradas à frente.

    No entanto tenho adoptado um método que penso que é util, simples, e funcional para ambas as partes. porque os projectos são de alguma forma longas, divido em 3 partes – 30%, 30% e 40%. 30 à entrada, o que ajuda muito ao arranque, e suporte das primeiras iterações; 30 intermédios contra uma entrega (por exemplo um protótipo com uma serie de funcionalidades), e finalmente o restante contra a entrega final. Desta forma tens como suportar o desenvolvimento, e o cliente fica vinculado ao investimento que fez. Depois de ter confiança com o cliente, pode variar (por exemplo se surgir algo muito pequeno para fazer, podes aguardar até ao fim para receber, para facilitar, e porque confias no cliente, não há problemas).

  10. ilidia diz:

    já tive muitos problemas com os clientes mesmo com 3 parcelas ou só com 2 parcelas (50-50%). o grande problema deles idealizam uma coisa, mesmo com o documento assinado ambas as partes, estão sempre constantemente a mudar as ideias… e isso é ridiculo. temos que educar a mentalidade dos clientes.
    eu aconselho, que é bom, para que os clientes percam o vício de estar sempre a fazer alterações nos sites. O webdesigner alojava o site experimental num sub-domínio dele, mesmo com 50% pagos iniciais, alertava aos clientes durante o projecto o abuso das alterações constantes e caso se excedessem, o webdesigner dizia-lhes que iria pôr no orçamento mais horas extra+50% finais. eles aprendiam! depois do site estar concluído, então é que o cliente paga tudo e depois de receber o pagamento, o site vai ser transferido para o alojamento dos clientes.

  11. AnaMartelo diz:

    Essa é uma forma de trabalhar que pode trazer mais segurança para o Freelancer.
    Se trabalhar directamente no servidor do cliente, basta ele mudar as pass’s, desaparecer do mapa e o Freelancer fica sem saber do que lhe pertence..

  12. 50% antes e restantes depois, no final do trabalho.

  13. Carlos Lobo diz:

    boa tarde pessoal

    é o seguinte, tenho uma empresa de som e luz e há 2 meses atras fiz um serviço que nao correu bem pk apareceu pouca gente e o cliente negou-s a pagar, referiu que iria recorrer a um fundo da câmara, acontece que até agora está incontactável e o documento que assinamos nao prova nada e nao queria recorrer a um advogado para já.
    alguem m pode dizer o que devo fazer? ou orientar-me com informação sobre os meus direitos?

    obrigado

  14. Bruno Mota diz:

    Pessoal, fiz vários matériais para uma empresa, mais sem nenhum contrato, depois de vários meses atendendo o pessoal numa boa, mudou a diretoria e o jeito deles trabalharem, agora eles não querem me pagar as artes que ja tinha sido feitas, tenho todos os e-mail solicitandos as criações e todos os e-mail das criações sendo enviadas. O que posso fazer nesse caso ?

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