O Tiago é uma pessoa que eu já sigo o seu trabalho a algum tempo. A sua técnica aliada à originalidade faz do seu trabalho, uma regalia para quem o vê. É sem dúvida uma pessoa a ter em conta quando precisar de trabalhos na área dele.
SF: Antes demais deixa-me agradecer-te por teres aceite esta pequena entrevista! Podemos saber um pouco mais sobre ti?
TC: Obrigado eu, é um prazer participar neste Projecto e responder às perguntas do SerFreelancer. O meu nome é Tiago Colaço, mas adoptei por construir a minha marca no mercado como Tiagoc, tenho 26 anos e vivo nas Caldas da Rainha.

SF: A tua área de trabalho é uma área cada vez mais desgastada em termos de Freelancers. Como visualizas o panorama português nesta área?
TC: A minha área é muito abrangente uma vez que se subdivide em outras tantas. Tenho formação em Comunicação/Marketing, Relações Públicas e Publicidade, mas estudei também Design e sim, a nossa área está cada vez mais desgastada, vejo a cada dia que passa as coisas mais complicadas, são tantos os factores, na realidade julgo que todos os sectores em Portugal hoje em dia sufocam. Penso que há muita concorrência desleal, o cliente não está consciente das nossas dificuldades nem possuí a noção quando nos procura sobre aquilo que realmente pretende, o Estado não é propriamente “amigo” dos que atendem a manter os alicerces do mercado que o “sismo” da Crise persiste em continuar a abanar. Temos que acreditar que irá haver luz ao fim do túnel e que seremos recompensados pelo nosso esforço e persistência.
SF: Como tu mesmo dizes no teu WebSite, “Tenho a sorte de fazer o que gosto”. Imaginemos que terias a possibilidade de ingressar na tua empresa de sonho, qual seria e porque?
TC: Sim tenho muita sorte, eu amo o Design, eu sempre estive ligado ás artes e sempre senti o desejo de me exprimir pelas suas ferramentas. O Design, e a Comunicação no geral, são para mim como aquele travo doce de um café quentinho pelo fim da tarde. É assim que o gosto de pôr, cada um sentirá uma coisa diferente, é legítimo. Olha quanto á questão da empresa, é uma pergunta difícil para qual não há uma resposta fácil, tenho na minha consciência a noção que o meu grande sonho seria um dia ter uma empresa minha onde não existisse o conceito de patrão pois sou muito apologista do conceito de que a entidade Patronal deve delegar as responsabilidades bem como as regalias que advém das mesmas, criando um grupo unido e de partilha nas suas mais variadas componentes.
Contudo, sei que hoje em dia temos grandes empresas com excelentes valores, não irei pronunciar nomes mas exalto o valor de uma como exemplo, a Blend. Para mim, praticam uma boa sinergia entre Cliente versus Comunicação versus Núcleo de Trabalho que julgo ter vindo a produzir excelentes resultados.
SF: Esta é uma área muito complexa e onde há muita competição. Quais são as maiores dificuldades que sentes? Em termos de trabalho, estás como desejas ou por outro lado há muita coisa que te falta alcançar?
TC: Quanto à primeira questão julgo ter enunciado anteriormente alguns factores que não nos ajudam em nada no nosso dia-a-dia como por exemplo, hoje qualquer pessoa que por carolice mexa no Photoshop é um designer ou pensa que já faz um bom logótipo. Eu mexo no Photoshop há já 12 anos e tenho a noção que não conheço 20% dos processos que este belo programa nos permite desenvolver.
Por outro lado, e em suma, eu quando tenho uma reunião com o cliente sobre um logótipo, por exemplo, costumam-me perguntar quanto custa, ora eu não sei, depende do trabalho que terei, depende da dimensão da marca no mercado, depende do futuro que a entidade pretende alcançar, dos seus valores, depende também do estudo que faço ao mercado, porque procuro fazer sempre o melhor para o cliente, aí no final e só com a satisfação total do meu cliente, indico o meu preço.
Quanto á segunda questão, não estou ainda como desejo, pretendo ter um atelier aberto ao público, de momento encontro-me a trabalhar em casa, mas é meu desejo a médio longo prazo criar um espaço onde o cliente chega com a ideia de um negócio e eu tratar de toda a sua comunicação institucional. Ainda muita água terá de correr debaixo da ponte, porque eu não quero ter muitos clientes, quero ter poucos mas sempre com o sentimento de satisfação.
SF: Por último, um desejo para o ano que começou agora?
TC: Desejo do fundo do meu coração duas coisas, primeiro que os meus colegas de profissão de lés a lés tenham o maior sucesso em todos os seus empreendimentos, e que conheçam o gosto do sucesso a cada trabalho. Segundo, mas nem por isso menos importante, não se esqueçam que o importante é terem coragem, que tenham convicções fortes mesmo quando vos dizem não vão por aí, e que sobretudo, a família vem em primeiro lugar porque, quando estes não estão bem, o trabalho também não pode correr bem.
Por último, desejo a todos um bom ano, que este projecto SerFreelancer tenha muito sucesso e despeço-me com um Bem Hajam.
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