No Sofá Com : Diogo Oliveira

No Sofá Com : Diogo Oliveira

O Diogo Oliveira é um jovem Freelancer, com apenas 18 anos, mas com uma enorme vontade de vingar no mercado de trabalho e com uma qualidade que já mostrou cartas e que deixa outros Freelancers presentes há muito tempo no mercado numa posição muito tremida.

SF: Olá Diogo. Fiz uma pequena apresentação tua, mas conta-nos mais sobre ti, e sobre o teu trabalho.
DO: Olá. Bom, como já disseste na tua pequena introdução, chamo-me Diogo Oliveira e tenho 18 anos. Vivo na Covilhã e terminei agora o 12º ao do ensino secundário. A nível de trabalho, iniciei-me há cerca de dois anos na produção de conteúdo para websites e blogs, bem como para e-books. Mais recentemente co

mecei a prestar novos serviços na área do Web Marketing e Optimização para Motores de Busca, fruto de um estudo na matéria e da interacção com conhecidos que trabalhavam na área e me transmitiram a sua sabedoria.

SF: Pelo que sei, actuas no mercado no mercado Freelancer há já alguns anos, e numa área que tem vindo a desenvolver-se muito. Perante a tua vida e visão das coisas, como vez a evolução do mercado nestas áreas?
DO: Sim, há cerca de dois anos, como referi acima. Neste momento posso dizer que o freelance em Portugal, e nomeadamente ligado a tudo o que toca à Internet, é um mercado que apresenta um crescimento sustentado e que permite uma boa base de evolução. Com isto quero dizer que ao mesmo tempo que crescem os profissionais a trabalhar em freelance, cresce também a procura e a necessidade, assim como a criação de projectos da especialidade que promovem o trabalho em freelance e ajudam a reunir e evoluir os profissionais na área. Este crescimento sustentado permite que o mercado evolua de uma forma bastante positiva, embora ainda haja muito a fazer para colocar Portugal ao nível do estrangeiro. No entanto, fico feliz por ver iniciativas como o Co-Working a surgir em Portugal, e que só mostram como o trabalho de freelance é cada vez mais uma opção.

SF: Actuas no mercado de trabalho com a produção de conteúdo para clientes específicos. Para ti, é uma boa fonte de rendimento? Que dicas podes dar a quem se está a iniciar na mesma área?
DO: Bom, quanto aos rendimentos pode-se dizer que uma das desvantagens de trabalhar como freelancer é o facto de não haver um salário base definido. Isto quer dizer que há meses em que posso tirar bons rendimentos com este trabalho, e outros meses em que o rendimento é quase nulo. É uma questão de se aprender a lidar com o assunto e tentar fazer o melhor trabalho possível, pois tal levará a uma maior tendência de manter clientes e consequentemente aumentar os rendimentos. Para quem está a começar na área o melhor conselho que posso dar, por experiência própria, é que as pessoas pratiquem preços justos. Para quê prestar serviços quase de borla? Ninguém trabalha para aquecer e a realidade é que muitas pessoas trabalham para ganhar meros trocos no fim no panorama do freelance actual. Isso acaba por ser mau, não apenas para esses profissionais mas também para o mercado em questão, pois acaba por obrigar toda a concorrência a acompanhar os preços numa questão de sobrevivência de mercado.

SF: Há pouco tempo tens uma nova função, nomeadamente, director de Marketing Web na OnMoveFM. O Marketing está implícito no dia-a-dia de todos, como adquiriste conhecimento para exercer tal função e quais os ensinamentos que já tiraste desta nova função, já que a OnMoveFM é das maiores Rádios Online presentes actualmente em Portugal?
DO: Sim, de facto a minha ligação à On Move FM já se estende por algum tempo, tendo-me iniciado no Departamento de Informação, e acumulando agora esta função de director de Marketing Web da rádio. Concordo que o Marketing faz cada vez mais parte do dia-a-dia, e com cada vez mais concorrência é um ponto fundamental, principalmente na Internet. Não tenho nenhuma formação oficial em marketing, todo o conhecimento que tenho foi adquirido através de experiências próprias em projectos meus, e de todo o conhecimento que a própria Internet me transmitiu. Esta oportunidade de trabalhar nesta área numa rádio conceituada como a On Move servirá certamente para me ajudar a evoluir ainda mais nesta área, que é uma área em que gosto bastante de trabalhar.

SF: Sei que tens como objectivo a curto prazo o ingresso no Curso de Engenharia Informática na Faculdade. O que prevês para esse curso e quais os teus objectivos para depois de finalizado?
DO: Ainda houve alguma hesitação da minha parte na escolha do curso que iria seguir, devido a diversos factores. No entanto, Engenharia Informática parece-me ser aquilo que mais se aplica ao que desejo fazer no meu futuro, nomeadamente trabalhar no mundo da Internet. Ninguém sabe nem pode prever o futuro, e posso não vir a fazer o que quero, mas gostava de um dia conseguir ter independência económica que me permita trabalhar a tempo inteiro nos meus projectos online e no meu trabalho como freelancer. Mas, vamos ver o que reservará o futuro.

SF: Aliado à tua formação, e aos objectivos a curto prazo, o que anseias atingir em termos profissionais, mais concretamente, como Freelancer?
DO: Como disse acima, espero um dia poder trabalhar como Freelancer de tal forma que isso me permita alguma independência económica. No entanto, também me parece interessante começar a aplicar mais os meus conhecimentos em projectos próprios, que também posso ver como boas bases de rendimento.

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Escrito por: | WebSite Pessoal

Freelancer nas áreas de Design | Fotografia e Produção de Conteúdo. Actualmente tem projectos online a nível pessoal e em parcerias com outros Webmasters de renome.

5 Comentários para “No Sofá Com : Diogo Oliveira”

  1. Bom texto, boa entrevista, mas acho um depoimento pouco vantajoso para o mundo freelancer.
    O Diogo Oliveira, pelo que li, parece ser um bom trabalhador e empenhado mas acho que deveria profissionalizar-se e precisa ainda de investir bastante na área que pretende realmente trabalhar.

    O serfreelancer deveria ser mais selectivo e procurar entrevistados um pouco mais credibilizados na sua actividade. Com 18 anos e 12º ano o Diogo ainda é um jovem e ainda com um longo caminho pela frente..

    Peço desculpa a minha “aspereza”, apenas quis ser construtivo no meu comentário.

    Espero que não hajam más interpretações.

    • Olá João, Obrigado pelo comentário!
      Percebo bem o que diz, mas o SerFreelancer também tem como objectivo dar voz aqueles que se estão a iniciar no mundo Freelancer.
      Não ajuda em nada dar voz apenas a quem está vingado no mercado, mas é importante dar algum tempo de antena aqueles que se estão a começar..

      Mas mais uma vez, muito obrigado pelo comentário!

  2. Olá Ana,

    Como eu referi, apenas quis ser construtivo no meu comentário. Dou toda a força para que o Diogo prossiga com o seu trabalho e continue a fazer sucesso!

    Contudo não concordo integralmente com o seu ponto de vista (é apenas a minha opinião). A meu ver acho que mesmo para ser freelancers as pessoas tem de lutar, obter formação e exercer. Não basta ter noções e aprender umas coisas na internet e fazer uns serviços.. Se olharmos as coisas nesse prisma o mercado freelancer vai banalizar-se, qualquer um vai querer ser “freelancer”, e quem vai ficar a perder são as pessoas que investiram na sua carreira e pagam os seus impostos.

    Eu, por exemplo, ainda não tenho coragem para me auto-denominar de “freelancer”. Acho que ser freelancer é mais do que prestar uns serviços de vez em quando.. Para mim, é um modo de vida e é alguém empreendedor de si mesmo.. exerce-o quase 24 horas por dia! É o seu emprego.

    Repito: não sou contra estas entrevistas. Mas a verdade é que procuro nestas entrevistas “modelos” de pessoas. Mas se os objectivos do SerFreelancer são realmente esses, peço desculpa.

    Para concluir, espero que não hajam mal entendidos. Continuo a afirmar que o Diogo, se fizer aquilo que diz querer fazer, tem tudo para vir a ser um bom freelancer. Força Diogo e boa sorte.

  3. Tenho que discordar também do João. Acho que todas as perspectivas são positivas para enriquecer o conteúdo deste blog! É um facto que está a começar e ainda está “verde” (infelizmente não é verde de notas!), mas todos os freelancers começaram por algum lado e é bom ver gente nova motivada para arriscar e seguir com os seus sonhos e objectivos!

    Em relação à denominação “freelancer” não é nenhum estatuto especial para quem é bom, a definição é muito abrangente e passa por todos os que prestam serviços (de qualquer ramo, até canalização), de forma legal, sem terem constituído uma empresa.

  4. Tiago, obrigado pelo seu ponto de vista. Mantenho a minha opinião. Talvez eu não esteja a ser claro, mas fica o registo. ;)

    Abraço

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