O David é uma pessoa com quem não tive muito convívio, no entanto já “devorei” os seus trabalhos, e fiquei realmente muito impressionada, isto levou-me a convida-lo para esta pequena entrevista, para que ele dê a conhecer o seu trabalho a quem ainda não conhece, e quem sabe se não encontrará mais uma grande oportunidade de trabalho.
Vamos agora conhece-lo !
SF: Olá David. Podemos saber quem é o David e o que faz?
D: Olá, o meu nome é David Branco e actualmente sou designer freelancer. Sou natural de Santarém é a partir daqui que desenvolvo parte desta minha actividade. Faço vários tipos de trabalho nas áreas do design gráfico, web design, multimédia e networking.
Sou proprietário da marca DoffProductions e um dos co-fundadores da hectare digital, uma agência que está a nascer em Santarém.
Desde cedo a criatividade me acompanhou mas só descobri onde a aplicar em meados de 2007. Depois foi apostar na formação nesta área e agora aqui estou, optando por me lançar como freelancer neste ramo.
SF: Sei que além de trabalhar por conta própria trabalha também para várias empresas. O chamado Freelancer para agências. Na sua opinião quais são as vantagens de trabalhar para agências?
D: Sim é certo que trabalho para várias agências para além do meu trabalho a título individual. Actualmente tenho duas com as quais mais trabalho, e vou fazendo trabalhos para outras.
As vantagens de trabalhar para agências têm a ver com as metodologias que vamos adoptando com o que vivemos em cada uma delas e também os conhecimentos e reconhecimentos que vamos obtendo que trazem sempre os seus frutos.
Uma vantagem é também a de construir portfólio e ganhar credibilidade para situações futuras.
SF: É o proprietário e responsável por uma marca. Hoje em dia poucas pessoas apostam tanto no seu trabalho a ponto de ter uma própria marca. O que o levou a dar esse enorme passo?
D: O que me levou a criar a marca Doffproductions com a qual já assinei grande parte dos meus trabalhos foi quando me iniciei “nestas lides” e queria ter algo mais que um simples livro de recibos verdes.
Lá em casa diziam que eu era doido por ir trabalhar a recibos verdes, então para os manter contentes e do meu lado criei o conceito e registei a marca, assim já podia dizer que não era um simples trabalhador independente. Na prática é tudo o mesmo. Mas começou assim.
Aproveitei depois o registo desta marca para a desenvolver para mais tarde poder vir a criar a empresa DoffProductions. Isso ainda não aconteceu porque outros projectos semelhantes me foram aparecendo e por agora optei por eles como é o caso da agência que fundei com outros colegas freelancers neste momento – a Hectare Digital.
Foi também uma forma de proteger o meu trabalho e de criar um conceito em torno deste.
SF: A sua formação andou por diversas áreas, uma delas a chamada profissão da década passada, o Marketing. O que o fez abandonar essa área e dedicar-se ao design e ao desenvolvimento de produtos multimédia?
D: Na altura de ir para a universidade andava bastante indeciso. Já pensava no web design mas na altura em Portugal a oferta era muito escassa em formação superior nessa área.
Optei por ir para o ISCTE – IUL estudar Marketing por causa da publicidade, pensando que o curso de marketing era só publicidade. A principio nem sabia muito bem o que ia encontrar, mas depois fiquei fascinado por essa matéria, mesmo sem a tal publicidade que me levou até lá, talvez devido à instituição onde estava e aos docentes e colegas que tinha.
O que me fez abandonar foi perceber que o que realmente queria era a parte do design. Primeiro frequentei um curso de Webmaster de algumas horas onde aprofundei o conhecimento que já tinha adquirido “por conta e risco próprio”. Depois surgiu a oportunidade de frequentar um Curso tecnológico perto de casa e nem pensei duas vezes. A licenciatura de Marketing estava a “encalhar” nas matemáticas e voltei de Lisboa para Santarém, “congelando” o marketing por uns tempos e dando uma pausa à matemática J.
Agora que já conclui o nível IV em desenvolvimento de produtos multimédia começo a penar em voltar ao marketing no ano que vem ou à comunicação mas ainda não sei pois a parte da comunicação também me desperta interesse e tenho até Setembro para me decidir. Para não falar no vídeo e multimédia que é uma outra paixão que a meu ver foi pouco aprofundada no CET.
SF: Por fim, que conselhos daria a alguém que se esta a iniciar na área? Como sobreviver como Freelancer e quais os principais passos a dar?
D: Os conselhos que dou é que se é mesmo isto que querem, aproveitem e sigam em frente. Por vezes não é fácil e muitas vezes somos vistos como alternativa mais barata às empresas e de menos qualidade. Isto não é verdade, a qualidade muitas vezes é superior e a relação com clientes bem mais pessoal.
Para sobreviver como freelancer há que ter em conta a sua própria formação, não parar com esta, estar sempre “up to date”, saber bem onde procurar os trabalhos e ter uma forte relação com os clientes.
Pela experiência que tenho até agora, aconselho sempre a vertente freelancer para agências não esquecendo o dito “freelancer normal”. É através das agências que surgem grandes oportunidades. Mas é diferente de estar numa só agência pois como freelancer o melhor que temos e o que me dá mais prazer é ser eu a gerir o meu dia e a gerir a minha forma de trabalhar.
SF: Falou da criação de uma nova agência com outros colegas freelancers, que mais podemos saber dessa nova agência?
D: Sim é verdade, estou neste momento a lançar a Hectare Digital, uma agência de desenvolvimento multimédia em conjunto com outros colegas de curso de outras áreas (programação, comercial, consultoria, comunicação, etc.).
Estamos sediados em Santarém e actualmente já estamos a trabalhar na nossa carteira de clientes. No nosso site (Link:www.hectaredigital.com) lançado no início deste mês de Abril já podem ficar a conhecer os nossos serviços.
Vamos transformar a Internet num planeta digital e a presença de cada entidade num hectare desse planeta. Fiquem atentos!
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