Motivos para não montar a sua agência
Publicado a 26 Janeiro 2010 por AnaMartelo13 Comentários
Cada vez mais têm aparecido Freelancers em diversas áreas de trabalho, no entanto nem todos se ficam por se manter apenas a trabalhar sozinhos e em casa, muitos deles têm intenções de sozinhos (ou em conjunto com outros Freelancers) abrirem uma agência ou uma empresa vocacionada para as áreas de trabalho dos membros da equipa.
Muitos deles saiem já das licenciaturas com essa intenção sem pensarem muito bem no assunto, e nem sempre as coisas correm bem.
Este não é um artigo para desmoralizar quem tem essas intenções, mas sim um artigo para fazer as pessoas pensarem e colocarem os pés no chão e verem as vantagens agregadas as desvantagens.
Trabalho
Trabalhar como Freelancer implica não ter horários definidos, mas por um lado acaba por ter algum tempo para conseguir desligar-se do trabalho e descansar a sua cabeça e pensar noutras coisas. Quando tem um negócio em conjunto com alguém isso deixa de existir, irá estar a trabalhar 24h/7dias/31dias por mês. As preocupações serão constantes, pois além de garantir o seu trabalho e as suas recompensas o seu cérebro terá em mente os restantes membros da equipa e isso vai fazer parte do seu dia-a-dia, garantia o trabalho de todos os membros da “sociedade”.
Incerteza
É do conhecimento geral que o tempo médio de vida das pequenas empresas que abrem é de 5 anos. Se vai começar uma empresa terá grandes investimentos iniciais, que com o tempo poderá vir a reaver o dinheiro investido, mas isso por vezes demora o seu tempo, e quando o negócio corre mal esse investimento nem sempre é reavido e acaba por ter alguns problemas com finanças e coisas semelhantes.
Afirmação
Se a sua equipa não tiver já um bom leque de clientes a afirmação no mercado torna-se muito complicado. Existem outras empresas no mercado e os clientes vão sempre pela segurança, o que pode fazer com que perca muitos clientes iniciais devido a falta de afirmação no mercado. Tem que lidar com uma grande pressão inicial, pressão essa que é natural em todos os negócios e até os freelancers passam por ela, mas quando se fala em empresas a coisa torna-se bastante mais complicada pois as contas no final do mês serão muito mais.
Estas são talvez os 3 motivos mais fortes para se manter como Freelancer. No entanto nem sempre as coisas correm mal e existem muitas empresas formadas por ex-Freelancers que têm muito sucesso e estão muito conceituadas no mercado Português.
Em jeito de conclusão, para começar uma nova empresa existe um grande risco e que deve ser levado em conta quando se começa a avançar com esse novo projecto.
E vocês, se tivessem oportunidade, montavam a vossa própria empresa/agência ou mantêm-se como Freelancers enquanto poderem?












Nem vou pensar 2 vezes. Se tiver uma oportunidade de abrir o meu próprio negocio, abro…Tenho tudo pensado aqui na minha cabecinha e um plano de negócio quase traçado. Só falta o dinheiro para investir… Estas dicas do artigo são de facto importantes para as pessoas em geral que ás vezes se atiram de cabeça. Com bons conhecimentos de mercado, de pessoas, e de área é meio caminho para o sucesso. Não esquecer que é muito importante perceber o que são estas 3 coisinhas. A outra coisinha…é so investimento/dinheiro…que não tenho.
Olá M.R!
Bem isso é bom sinal, quando as coisas estão bem pensadas normalmente correm bem.
Quanto ao investimento, pode sempre pedir ajuda ao estado, se tiver um bom plano de negócios o estado ajuda!!
Fico a aguardar o nascimento dessa empresa!!
Obrigado Ana. A empresa possivelmente nascerá quando acabar o curso. E nada de ajudas do estado. Prefiro começar por baixo do que ter que prestar contas ao estado além dos impostos (lol).
Para já, estudar, e “freelancear” ;)
É uma boa forma de pensar.
Juntar um bom número de clientes, e um bom portfólio, isso é meio caminho andado para o sucesso!
Espero que corra tudo muito bem!
Ser freelancer como primeiro passo para montar a própria empresa é uma estratégia comum.
Acontece que quando se é freelancer já se é uma empresa (não só legal/juridica mas também na verdadeira ascenção da palavra).
Muitas pessoas não vêm isso dessa forma, e acham que um freelancer é alguém que trabalha por projecto e passa recibos verdes. Nada mais longe da verdade.
Quando se abre uma actividade como freelancer, passa-se a funcionar como empresário em nome individual, sendo poucas as diferenças para uma “empresa a sério”, tipicamente:
– o nome da pessoa tem de constar sempre no nome da “empresa”
– mistura do patrimónimo pessoal e profissional
– tributação em sede de IRS em vez de IRC
– não tem capital inicial (actualmente 5000€ para abrir actividade)
– gestão de custos diferente (não obriga a ter contabilista/toc, por exemplo)
– e pouco mais.
Se se informarem com um contabilista, vão ver que como freelancers/empresário em nome inidivudal podem fazer tudo o que uma empresa faz, inclusive contratar pessoas (pagando ordenado, segurança social, etc.) como qualquer empresa.
E neste estado já qualquer freelancer tem de pensar como qualquer CEO que se preze: encontrar clientes, expandir o negócio, mais lucro, etc..
Há muitas empresas unipessoais que na realidade são freelancers, dado que também são as únicas pessoas na empresa.
A mensagem que quero deixar, é que embora muitos tenham uma visão deturpada, a distância/diferença entre ambos é muito ténue e quando se é freelancer já se é uma empresa a sério.
Olá Fernando.
Quando eu falei em empresas ou agências, falei em mais do que uma pessoa, pois por vezes essa é a maior dificuldade.
Claro que quem trabalhar como freelancer acaba por ser uma empresa a nome individual, mas referia me a mais do que uma pessoa!
Compreendo Ana.
No post referes ainda outro ponto muito importante e que por si só dá pano para mangas: sociedades.
Não é fácil encontrar alguém com quem partilhar a nossa vida profissional, que tenha o mesmo mind-set que nós, a mesma ambição, os mesmos objectivos.
A escolha errada de um sócio é muitas vezes um factor de insucesso de uma empresa.
Creio que todos já pensamos em “abrir um negócio” de uma ou outra maneira. Seja a falar por falar ou com mais alguma seriedade, presumo que essa ideia já passou pela mente de todos.
Ainda sou estudante portanto não posso comentar muito sobre esse assunto, mas posso perguntar. Como está o panorama de Portugal em relação ao resto da Europa em relação ao inicio deste tipo de actividades?
Li que o tempo que o tempo médio de pequenas empresas é de 5 anos (presumo que seja em Portugal). Alguém sabe dizer como estão as coisas lá fora?
Acerca da duração não encontrei nada, mas achei isto interessante:
http://ec.europa.eu/enterprise/sme/promoting_en.htm
e
http://ec.europa.eu/enterprise/policies/sme/facts-figures-analysis/performance-review/index_en.htm
Há alguns mitos quanto ao tempo de vida útil das empresas.
Por exemplo, um dos mitos é que 90% morrem logo nos primeiros anos. A última estatística que vi provava o contrário, mas a ideia generalizada é que as empresas morrem depressa.
Mas na verdade, a coisa não é bem assim. Uma empresa pode cessar actividade por vários motivos, muitos dos quais nada têm a ver com a falência e alguns têm a ver com o sucesso. Por exemplo, a aquisição de uma start-up é sem dúvida um sucesso para a empresa, esta deixa de existir mas atingiu o seu objectivo, o mesmo se passa numa fusão. Há também quem feche as portas mesmo tendo uma empresa que dá lucro, por razões tão diversas como estar saturado ou querer reformar-se e não conseguir vender a empresa a ninguém.
Para a estatística das empresas que fecham mesmo temos de contabilizar situações em que a empresa tinha à partida um tempo de vida limitado – por exemplo criar uma empresa para um determinado projecto ou fim com duração já previamente definida -, pessoas que abrem actividade apenas para fazer “uns extras” e que ao fim de algum tempo se fartam e terminam a actividade.
Mas há, claro está, situações onde simplesmente os seus promotores não souberam gerir o negócio.
Ates de abrirem actividade a sério, seja como empresa ou freelancer, aconselho vivamente a fazerem um curso de empreendorismo. Serve acima de tudo para alertar para alguns erros básicos (mas por vezes mortais) e dá alguns mecanismos para começarmos a andar por nós próprios.
Por vezes vermos situações onde claramente o negócio tem morte anunciada assim que abre, por exemplo, abrir uma loja ao público onde não passam pessoas às centenas todos os dias. Ou abrir um restaurante num local onde serão só mais um. É este tipo de erros que muita gente inexperiente (ninguém nasce ensinado) e que não estuda o negócio comete.
PS: a título de exemplo, abriu uma loja de reparação de PCs no meu prédio, não durou 2 meses com a porta aberta porque é uma zona residencial e não passam pessoas a pé às centenas. Do outro lado da rua existe uma loja de artigos subaquáticos aberta há quase uma década. Esta vive porque é uma loja muito especifica e foca num nicho de negócio, é o tipo de negócio que leva as pessoas a procurar as lojas, enquanto que o primeiro caso são as lojas que têm de procurar as pessoas.
Uma boa estratégia de marketing e real conhecimento das variáveis que implicam o início de um investimento pessoal e profissional poderiam ser o ponto de partida para que houvesse mais propensão à abertura e ’sobrevivência’ de empresas.
Actualmente existem incentivos do estado à criação do próprio negócio que são de aproveitar, no entanto, sem um planeamento adequado e uma análise e um estudo do mercado da realidade sócio-económica, dos públicos-alvo, da viabilidade do produto/serviço em causa, etc. de pouco servirão.
Como bem referiu no seu exemplo Fernando Martins, nem sempre ‘o local privilegiado’ é o local onde um negócio se pode desenvolver; existem demasiadas variáveis a interferirem com essa mesma existência; que são demasiadas vezes esquecidas…
No meu caso pessoal, a minha actividade como ’semi’-freelancer não passa de um ‘hobby’ pois, na minha opinião, não tenho capacidades nem formação adequada para a desenvolver; a minha formação profissional apenas me permite trabalhar num contexto de organização… Claro que me passou pela cabeça abrir a minha própria agência de comunicação mas, pelo menos numa primeira fase, onde acabamos os estudos e resolvemos arriscar, é demasiado perigoso porque a queda é demasiado grande; além do mais, falta essa ‘malvada’ chamada experiência e, sem ela, por muita confiança, gosto por desafios, vontade de arriscar, sinceramente, eu acho difícil (tudo bem que também é a cair que aprendemos mas não é preciso atirarmo-nos logo para o chão quando existem outras situações que nos podem ensinar ‘a cair sem nos espatifarmos!’).
Acho que, acima de tudo, a abertura de um novo negócio tem que possuir, além de todos os sonhos que se queiram concretizar e todo o investimento monetário, profissional e pessoal, um planeamento bem feito a curto-médio-longo prazo, com objectivos bem definidos e planos de acção bem delineados, senão corremos o risco de em poucos meses vermos o nosso entusiasmo todo e a nossa grande aposta, por água abaixo.
beijinho
Ana
ps. Ana, podias enunciar algumas das fontes de onde tiras informação, até fica ‘mais pro’ :P
Olá Ana,
É bom ver-te a participar no Blog! Continua :)
Quanto a fontes, eu não tiro informação de quase lado nenhum, o que eu faço é tirar ideias de artigos, pois a “criatividade” para artigos por vezes vai-se.
Um artigo pode ter como base de criatividade até um blog sobre vídeos.
Ora boas, tema interessante. Quem nunca pensou nisso.
Como profissional de marketing, deixem-me que vos diga que não há negócio que não prevaleca se houver esforço.
Mas alguns factores que não podem ser desmesurados.
1º a localização é o primeiro factor que não podemos decurar;
2º no caso de constituirmos sociedade, conhecermos o nosso socio bem como o seu ponto de vista e de preferencia que complete o nosso;
3º Marketing é um ferramenta que deverá ser utilizada para minimizarmos possiveis problemas, Pesquisa – Estrategia – Mix – Plano.
4º Uma empresa a única coisa que produz são custos o cliente por mais chato que seja, é que nos traz o lucro.
5º Visão do mercado e um dinheirinho de parte para novos investimentos para podermos tomar a dianteira do mercado sempre que nos pareça vantajoso.
6º A Formação de todos os profissionais deve ser constante.
7º Tudo o que Sai tem que Entrar. Se até uma folha que entra na empresa tem de ser paga, toda a que sai tambem devera ser.
8º Participem na Comunidade, a empresa seja qual for tem um dever civico paar com a comunidade que a abriga, é nobre mas tambem traz beneficios como publicidade gratuíta.
9º Investimentos devem ser feitos mas como peso e medida não nos apanhe o mercado descalços ás vezes.
10º Assitência, todo o serviço ou produto que se presta deve ter uma linha de assistência, já dizia o outro “marca que não presta assistência, abre espaço á concorrência”.
São apenas algumas pequenas coisas que podem fazer a diferença, pois algumas delas o empresário tem tendência a esquecer. Se seguirmos estes pequenos “mandamentos” temos o primeiro passo dado para edificação de uma Marca.