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	<title>SerFreelancer &#187; Entrevistas</title>
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	<description>Blog com Notícias, Artigos, Dicas e Recursos para Freelancers</description>
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		<title>No Sofá Com : Elsa Ribeiro Gonçalves</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Jul 2010 09:00:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>AnaMartelo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[SF: Olá  Elsa! Andei a navegar pelos seus blogs e acabei por ficar a conhecer muito pouco sobre si. Podia-se apresentar e ao seu trabalho aos nossos leitores?
ERG: Olá a todos. Tenho 34 anos e sou jornalista desde Maio de 2004, profissão que desde os 13 anos sempre foi meu desejo seguir. Sou uma pessoa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img class="alignleft size-full wp-image-1576" style="margin-left: 40px; margin-right: 40px;" title="eu-PB100141" src="http://www.serfreelancer.com/uploads/eu-PB100141.jpg" alt="" width="200" height="267" /><span style="color: #ff6600;">SF: Olá  Elsa! Andei a navegar pelos seus blogs e acabei por ficar a conhecer muito pouco sobre si. Podia-se apresentar e ao seu trabalho aos nossos leitores?</span></strong></p>
<p><strong>ERG:</strong> Olá a todos. Tenho 34 anos e sou jornalista desde Maio de 2004, profissão que desde os 13 anos sempre foi meu desejo seguir. Sou uma pessoa simples, que detesta rotina e com uma grande sede de viver. Gosto de ajudar os outros com o meu trabalho. De os tornar um pouco mais felizes.</p>
<p><span style="color: #ff6600;"><strong>SF: Trabalha numa área que está em constante discussão, e onde as confusões estão sempre a aparecer. Como define o panorama nacional na sua área de trabalho?</strong></span></p>
<p><strong>ERG: </strong>Não só no jornalismo, como em outras áreas profissionais, penso que não está fácil para quem quer um emprego estável nesta área. O mais difícil é conseguir entrar no meio. E depois de entrar há que fazer a diferença numa equipa e segurar o nosso posto de trabalho. Nesta área tem que existir muita dedicação. Não pode haver dúvidas. O jornalismo não é uma profissão é uma escolha de vida.</p>
<p><span id="more-1575"></span></p>
<p><span style="color: #ff6600;"><strong>SF: Pode contar aos nossos leitores como começou a vida jornalística?</strong></span></p>
<p><strong>ERG: </strong>Terminei o curso em Setembro de 2001 e fiz um estágio numa editora ligada ao ramo automóvel. Entretanto saí e, sem opções na área, comecei a trabalhar no gabinete de comunicação de uma escola. Nunca desisti de ser jornalista e ofereci-me como estagiária num jornal online, para onde ia todos os dias depois do horário de trabalho, às vezes mais cinco ou seis horas. Entretanto lancei-me como jornalista freelancer e comecei a vender alguns trabalhos à peça. Mas posso dizer que trabalhei muitas horas sem ganhar nada, a não ser experiência e a obter contactos. No fundo, a tentar entrar no meio. Um ano mais tarde, em Maio de 2005, tive um convite para integrar a redacção de um jornal para o qual escrevia e vendia algumas peças. Deixei de ser freelancer para trabalhar estive dois anos e meio. Fui mãe. Fui despedida. Pouco tempo depois surgiu a oportunidade de trabalhar num semanário maior, onde estou há quase três anos e tenho uma maior estabilidade profissional.</p>
<p><span style="color: #ff6600;"><strong>SF: Com o crescente aparecimento de blogs diariamente, e muitos deles até  com imensa qualidade, acha que estará para breve o final da Imprensa Escrita?</strong></span></p>
<p><strong>ERG: </strong>Não. Os jornais de papel só acabam se algum dia acabar o papel. Pode, de facto, existir uma diminuição nas vendas mas o prazer de estar numa esplanada a ler o jornal é um hábito muito enraizado na cultura do homem. Um blogue nunca terá a mesma essência que um jornal. Mas acredito que o jornalismo online seja o futuro.</p>
<p><span style="color: #ff6600;"><strong>SF: Se tivesse a oportunidade de incutir alguns valores importantes a quem está  a começar, quais seriam?</strong></span></p>
<p><strong>ERG: </strong>Perseverança. Estive cerca de quatro anos em stand-by até conseguir entrar a tempo inteiro na profissão. Nunca desisti da ideia de ser jornalista em todo esse tempo. Criei um blogue (<a href="http://diariodeumajornalistanodesemprego.blogspot.com" target="_blank">http://diariodeumajornalistanodesemprego.blogspot.com</a>) para escrever os meus desabafos e dar a conhecer o meu trabalho, mandei centenas de currículos, comecei a fazer uma agenda de contactos ou seja, todos os dias trabalhei um bocadinho para tornar o meu sonho real. Hoje olho para trás e valeu a pena lutar. Estou feliz e muito realizada profissionalmente.</p>
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		<title>No Sofá Com : Diogo Oliveira</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Jul 2010 23:50:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>AnaMartelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[escritor]]></category>
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		<description><![CDATA[

O Diogo Oliveira é um jovem Freelancer, com apenas 18 anos, mas com uma enorme vontade de vingar no mercado de trabalho e com uma qualidade que já mostrou cartas e que deixa outros Freelancers presentes há muito tempo no mercado numa posição muito tremida.



SF: Olá Diogo. Fiz uma pequena apresentação tua, mas conta-nos mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft size-full wp-image-1481" style="margin: 30px;" title="DiogoOliveira" src="http://www.serfreelancer.com/uploads/DiogoOliveira.png" alt="" width="148" height="162" /></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">O <strong>Diogo Oliveira</strong> é um jovem Freelancer, com apenas 18 anos, mas com uma enorme vontade de vingar no mercado de trabalho e com uma qualidade que já mostrou cartas e que deixa outros Freelancers presentes há muito tempo no mercado numa posição muito tremida.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ff6600;"><strong>SF: Olá Diogo. Fiz uma pequena apresentação tua, mas conta-nos mais sobre ti, e sobre o teu trabalho.</strong></span><br />
<strong>DO:</strong> Olá. Bom, como já disseste na tua pequena introdução, chamo-me Diogo Oliveira e tenho 18 anos. Vivo na Covilhã e terminei agora o 12º ao do ensino secundário. A nível de trabalho, iniciei-me há cerca de dois anos na produção de conteúdo para websites e blogs, bem como para e-books. Mais recentemente comecei a prestar novos serviços na área do Web Marketing e Optimização para Motores de Busca, fruto de um estudo na matéria e da interacção com conhecidos que trabalhavam na área e me transmitiram a sua sabedoria.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-1480"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ff6600;"><strong>SF: Pelo que sei, actuas no mercado no mercado Freelancer há já alguns anos, e numa área que tem vindo a desenvolver-se muito. Perante a tua vida e visão das coisas, como vez a evolução do mercado nestas áreas?</strong></span><br />
<strong>DO:</strong> Sim, há cerca de dois anos, como referi acima. Neste momento posso dizer que o freelance em Portugal, e nomeadamente ligado a tudo o que toca à Internet, é um mercado que apresenta um crescimento sustentado e que permite uma boa base de evolução. Com isto quero dizer que ao mesmo tempo que crescem os profissionais a trabalhar em freelance, cresce também a procura e a necessidade, assim como a criação de projectos da especialidade que promovem o trabalho em freelance e ajudam a reunir e evoluir os profissionais na área. Este crescimento sustentado permite que o mercado evolua de uma forma bastante positiva, embora ainda haja muito a fazer para colocar Portugal ao nível do estrangeiro. No entanto, fico feliz por ver iniciativas como o Co-Working a surgir em Portugal, e que só mostram como o trabalho de freelance é cada vez mais uma opção.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ff6600;"><strong>SF: Actuas no mercado de trabalho com a produção de conteúdo para clientes específicos. Para ti, é uma boa fonte de rendimento? Que dicas podes dar a quem se está a iniciar na mesma área?</strong></span><br />
<strong>DO:</strong> Bom, quanto aos rendimentos pode-se dizer que uma das desvantagens de trabalhar como freelancer é o facto de não haver um salário base definido. Isto quer dizer que há meses em que posso tirar bons rendimentos com este trabalho, e outros meses em que o rendimento é quase nulo. É uma questão de se aprender a lidar com o assunto e tentar fazer o melhor trabalho possível, pois tal levará a uma maior tendência de manter clientes e consequentemente aumentar os rendimentos. Para quem está a começar na área o melhor conselho que posso dar, por experiência própria, é que as pessoas pratiquem preços justos. Para quê prestar serviços quase de borla? Ninguém trabalha para aquecer e a realidade é que muitas pessoas trabalham para ganhar meros trocos no fim no panorama do freelance actual. Isso acaba por ser mau, não apenas para esses profissionais mas também para o mercado em questão, pois acaba por obrigar toda a concorrência a acompanhar os preços numa questão de sobrevivência de mercado.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ff6600;"><strong>S</strong></span><span style="color: #ff6600;"><strong><span style="color: #ff6600;">F: Há</span> pouco tempo tens uma nova função, nomeadamente, director de Marketing Web na OnMoveFM. O Marketing está implícito no dia-a-dia de todos, como adquiriste conhecimento para exercer tal função e quais os ensinamentos que já tiraste desta nova função, já que a OnMoveFM é das maiores Rádios Online presentes actualmente em Portugal?</strong></span><br />
<strong>DO: </strong>Sim, de facto a minha ligação à On Move FM já se estende por algum tempo, tendo-me iniciado no Departamento de Informação, e acumulando agora esta função de director de Marketing Web da rádio. Concordo que o Marketing faz cada vez mais parte do dia-a-dia, e com cada vez mais concorrência é um ponto fundamental, principalmente na Internet. Não tenho nenhuma formação oficial em marketing, todo o conhecimento que tenho foi adquirido através de experiências próprias em projectos meus, e de todo o conhecimento que a própria Internet me transmitiu. Esta oportunidade de trabalhar nesta área numa rádio conceituada como a On Move servirá certamente para me ajudar a evoluir ainda mais nesta área, que é uma área em que gosto bastante de trabalhar.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ff6600;"><strong>SF: Sei que tens como objectivo a curto prazo o ingresso no Curso de Engenharia Informática na Faculdade. O que prevês para esse curso e quais os teus objectivos para depois de finalizado?</strong></span><br />
<strong>DO:</strong> Ainda houve alguma hesitação da minha parte na escolha do curso que iria seguir, devido a diversos factores. No entanto, Engenharia Informática parece-me ser aquilo que mais se aplica ao que desejo fazer no meu futuro, nomeadamente trabalhar no mundo da Internet. Ninguém sabe nem pode prever o futuro, e posso não vir a fazer o que quero, mas gostava de um dia conseguir ter independência económica que me permita trabalhar a tempo inteiro nos meus projectos online e no meu trabalho como freelancer. Mas, vamos ver o que reservará o futuro.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ff6600;"><strong>SF: Aliado à tua formação, e aos objectivos a curto prazo, o que anseias atingir em termos profissionais, mais concretamente, como Freelancer?</strong></span><br />
<strong>DO:</strong> Como disse acima, espero um dia poder trabalhar como Freelancer de tal forma que isso me permita alguma independência económica. No entanto, também me parece interessante começar a aplicar mais os meus conhecimentos em projectos próprios, que também posso ver como boas bases de rendimento.</p>
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		<title>No Sofá Com : Tiago Benevides</title>
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		<pubDate>Sun, 30 May 2010 19:06:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>AnaMartelo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
O Tiago é mais um Designer e leitor (esperemos) que nos segue do outro lado do Oceano. O seu trabalho fala por si, e a sua capacidade deixa qualquer cliente completamente satisfeito.
Perguntamos-lhe se ele aceitaria dar algum do seu tempo ao SerFreelancer, e ele aceitou prontamente. Vejam a sua pequena entrevista.




SF: Olá Tiago. Sabemos que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-1099" style="margin: 30px;" title="tiago_benevides" src="http://www.serfreelancer.com/uploads/tiago_benevides.jpg" alt="" width="175" height="159" /></p>
<p style="text-align: justify;">O Tiago é mais um Designer e leitor (esperemos) que nos segue do outro lado do Oceano. O seu trabalho fala por si, e a sua capacidade deixa qualquer cliente completamente satisfeito.<br />
Perguntamos-lhe se ele aceitaria dar algum do seu tempo ao SerFreelancer, e ele aceitou prontamente. Vejam a sua pequena entrevista.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><span id="more-1098"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ff6600;"><strong>SF: Olá Tiago. Sabemos que és Designer e és do Brasil. Podemos saber um pouco mais sobre ti?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>TB:</strong> E lá vamos nós, tenho 24 anos, estudante, carioca (morador do Rio de Janeiro). Sou apaixonado por design a muito tempo, posso dizer que desde criança, mas nessa época tinha medo de pensar em ser designer pelo fato de não saber desenhar absolutamente nada. Mas o tempo foi passando e comecei a me interessar cada vez mais por essa profissão, até que resolvi cursar a faculdade de Desenho Industrial “Design de Produto e Programação Visual”,  e logo no início, foram surgindo oportunidades de estágios e trabalhos freelancers, e foi quando eu percebi, que é isso que eu quero ser. E hoje, eu acho que sou!  “Risadas”</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ff6600;"><strong>SF: Trabalhas numa área onde a criatividade é quase que como uma regra diária. A necessidade de criação de coisas novas é uma regra, e todos sabemos como isso por vezes pode ser complicado. Também tens dias “maus” ? Como os consegues ultrapassar ?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>TB:</strong> Acredito eu que todo ser humano que lida com qualquer tipo de criação passa por esses dias “maus”, eu costumo ficar quieto em algum canto sem pensar em nada, ouvindo músicas que gosto e refletindo na vida. Pra mim isso funciona. Mas não tentem fazer isso em casa. “risadas”</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ff6600;"><strong>SF: O Freelancing, e o Design é encarado de formas diferentes, em países diferentes. Hoje em dia há muitos profissionais a trabalhar inteiramente como Freelancers em Portugal. Mas, e aí no Brasil, como é que são as coisas para vocês?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>TB:</strong> Hoje em dia as coisas têm funcionado muito bem para mim, tenho uma carteira de clientes pequena, porém satisfatória, mas nem tudo são flores, batalhei muito para conseguir o meu primeiro job freelancer e receber o valor que eu acho justo. Pretendo em um futuro próximo me desligar de agencias e abrir um pequeno estúdio para começar a criar projetos que tenham mais a minha personalidade. Quero experimentar mais, tentar o improvável, fazer diferente.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ff6600;"><strong>SF: Além de trabalhares como Freelancer, trabalhas também para uma agência de Design. Na tua opinião, isso trás vantagens? Desvantagens? Qual a grande diferença de trabalhar sozinho, ou trabalhar em equipa ?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>TB:</strong> Tudo tem seu lado bom e seu lado ruim, nem sempre o projeto sai da forma como gostaríamos, as vezes o cliente pede várias modificações, sem levar em consideração a pesquisa e o estudo que são feitos para a criação das peças, enfim isso é complicado, ainda mais quando se tem clientes que querem ser os Diretores de Arte. O lado ruim de trabalhar por conta própria é que toda a responsabilidade de criação fica por sua conta, sem ter com quem debater idéias que agreguem elementos ao trabalho e o lado bom é a liberdade de criação sem interferências, trabalhando de acordo com a sua solução para o briefing, nem tudo são flores, porém trabalhar por conta própria é interessante, pois você administra seu próprio negócio, crescendo por conta própria mantendo a cabeça no lugar e os pés no chão.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ff6600;"><strong>SF: Pelo pouco que sabemos de ti, sabemos que já ingressas-te muitas agências, quer de Design, quer de Publicidade. Na tua opinião, como está o mercado nestas áreas? O que é necessário que as agências tenham para vingar no mercado e manterem-se firmes com bons clientes e óptimos trabalhos ?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>TB: </strong>Fazer diferente, cumprir prazos, superar as expectativas, não fazer plagios “uma coisa que eu tenho visto bastante por aqui” zelar pela excelência dos projetos sempre criando algo único e inovador. Acho que com isso as agências podem obter um grande diferencial sobre as outras.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ff6600;"><strong>SF: Para que os nossos leitores possam conhecer um pouco mais de ti e do teu trabalho podes deixar aqui os teus contactos, e o link para o teu Portfólio fantástico?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>TB:<br />
</strong>Meu site: <a href="http://www.tiagobenevides.com" target="_blank">www.tiagobenevides.com</a></p>
<p style="text-align: justify;">Meu Blog: <a href="http://www.tiagobenevides.com/blog">www.tiagobenevides.com/blog</a></p>
<p style="text-align: justify;">Nestes links vocês poderão entrar em conctato comigo e descobrir bastante sobre mim, então espero vocês lá.</p>
<p style="text-align: justify;">Ana, lhe agradeço muito por esta entrevista e o que você precisar é só falar.</p>
<p style="text-align: justify;">Obrigado</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em>Mais uma vez agradecemos ao <strong>Tiago</strong> por este ter aceite o nosso convite. São Freelancers destes que o mercado nacional, e internacional, necessita.<br />
Obrigado Tiago e continuação do excelente trabalho!</em></p>
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		<title>No Sofá Com : Rodrigo Medeiros</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Apr 2010 13:50:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>AnaMartelo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
O Rodrigo é um dos bons Freelancers com os quais tenho algum contacto, e com o qual aprendi muito do que sei hoje. A sua vida já deu muitas voltas, mas a vida de Freelancer é sempre aliciante. Vamos conhecê-lo melhor!

SF: Olá Rodrigo, és o primeiro convidado desta rubrica que nos segue do outro lado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-988" style="margin: 20px;" title="foto_rodrigo" src="http://www.serfreelancer.com/uploads/foto_rodrigo1.jpg" alt="" width="252" height="189" /></p>
<p>O Rodrigo é um dos bons Freelancers com os quais tenho algum contacto, e com o qual aprendi muito do que sei hoje. A sua vida já deu muitas voltas, mas a vida de Freelancer é sempre aliciante. Vamos conhecê-lo melhor!</p>
<p><span id="more-986"></span></p>
<p><span style="color: #ff6600;"><strong>SF: Olá Rodrigo, és o primeiro convidado desta rubrica que nos segue do outro lado do Oceano Atlântico! Podes dar-te a conhecer um pouco para os leitores do SerFreelancer?</strong></span></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>RM:</strong> Vamos lá. Sou formado em Web Designer pelo Unibratec, e atualmente curso Produção Publicitária na faculdade Iesp. Desde 2005 venho trabalhando como Designer Gráfico, e em 2007 migrei para web, área que me identifico bastante, principalmente pelo dinamismo da coisa, é tudo muito rápido. No início de 2010, dei uma parada com a Fractal, agência que era sócio, e em abril voltei ao mercado, chefiando a equipe de criação da Lumen Agência.</p>
<p><span style="color: #ff6600;"> </span></p>
<p><span style="color: #ff6600;"><strong>SF: Sei que a tua vida já deu muitas voltas. Já trabalhas-te sozinho, em equipa e até por conta de outros. Que ensinamentos tiras-te de cada fase da tua vida?</strong></span></p>
<p><strong>RM:</strong> Pois é, nesses 5 anos já optei por diversas variações profissionais. O que ficou de lição foi: EXPECIALIZE-SE. Escolha uma área e entre de cabeça, e procure ser o melhor naquela área, seja designer, redator, flash developer etc.<br />
Entender dos outros processos é legal, ajuda na concepção de projetos maiores, e facilita o entendimento do lado do seu colega, principalmente quando você trabalha em equipe. E o mercado não dá tanto valor quando o profissional é do tipo “faz tudo”.</p>
<p><span style="color: #ff6600;"><strong>SF: O Freelancer em Portugal é visto ainda como um mito, no entanto cada vez mais existe pessoas a apostar nele. E no Brasil, como é a situação aí?</strong></span></p>
<p><strong>RM:</strong> Eu creio que por aqui não é muito diferente. Por erros de alguns que atuam na área, muitos clientes tem a visão de freelancers como um profissional problemático, que não cumpri prazos ou não tem compromisso com os projetos. Por sorte isso não é geral. Existem muitos designers/webdesigner/fotógrafos frelancers por aqui com qualidade superior a muitas empresas, e que conseguem suprir essa falha que uma fatia do mercado gerou.</p>
<p><span style="color: #ff6600;"><strong>SF: A tua área é essencialmente o WebDesign. Actualmente as próprias empresas estão a adoptar  uso de um blog modificado para a sua presença na Web, dificultando assim a vida de quem vive desse tipo de trabalho. Podes dar alguns conselhos, para os que são da mesma área, para conseguirem vingar neste mundo complicado?</strong></span></p>
<p><strong>RM:</strong> Eu vejo isso como um ponto positivo. Todos os dias surgem ferramentas que possibilitam a criação de blogs, sites, portais entre outros itens que habitam a internet. O problema é que esse material quase sempre tem um aspecto genérico, sem personalização nenhuma. É ai que nós entramos. O grande desafio dos profissionais é gerar esse diferencial, fazer com que o cliente se destaque do concorrente. E isso não se aprende do dia para a noite procurando no Google.</p>
<p><strong><span style="color: #ff6600;">SF: Podemos ficar a conhecer alguns dos teus projectos a curto e longo prazo?</span><br />
RM:</strong> Os últimos dois anos foram bastante agitados. Por isso, em 2010 vou dar uma atualizada nos conhecimentos, fazer alguns cursos, enfim, para fazer um upgrade. Ano que vem pretendo ingressar num mestrado em MKT Digital.</p>
<p>O Rodrigo além de nos seguir do Brasil pode ainda ser uma mais valia para todos os leitores que nos seguem. Para visualizarem o portfólio dele devem aceder aqui: <a href="http://rmedeiros.in" target="_blank">www.rmedeiros.in</a></p>
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		<title>No Sofá Com : David.pt</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Apr 2010 09:00:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>AnaMartelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[hectare digital]]></category>

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		<description><![CDATA[O David é uma pessoa com quem não tive muito convívio, no entanto já &#8220;devorei&#8221; os seus trabalhos, e fiquei realmente muito impressionada, isto levou-me a convida-lo para esta pequena entrevista, para que ele dê a conhecer o seu trabalho a quem ainda não conhece, e quem sabe se não encontrará mais uma grande oportunidade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O David é uma pessoa com quem não tive muito convívio, no entanto já &#8220;devorei&#8221; os seus trabalhos, e fiquei realmente muito impressionada, isto levou-me a convida-lo para esta pequena entrevista, para que ele dê a conhecer o seu trabalho a quem ainda não conhece, e quem sabe se não encontrará mais uma grande oportunidade de trabalho.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.serfreelancer.com/uploads/david_workspace3.jpg" rel="lightbox[938]"><img class="aligncenter size-full wp-image-945" title="david_workspace" src="http://www.serfreelancer.com/uploads/david_workspace3.jpg" alt="" width="384" height="288" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Vamos agora conhece-lo !</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-938"></span></p>
<p><span style="color: #ff6600;"><strong>SF: </strong><strong>Olá David. Podemos saber quem é o David e o que faz?</strong></span><br />
<strong>D:</strong> Olá, o meu nome é <em><strong>David Branco</strong></em> e actualmente sou designer freelancer. Sou natural de Santarém é a partir daqui que desenvolvo parte desta minha actividade. Faço vários tipos de trabalho nas áreas do design gráfico, web design, multimédia e networking.</p>
<p>Sou proprietário da marca DoffProductions e um dos co-fundadores da hectare digital, uma agência que está a nascer em Santarém.</p>
<p>Desde cedo a criatividade me acompanhou mas só descobri onde a aplicar em meados de 2007. Depois foi apostar na formação nesta área e agora aqui estou, optando por me lançar como freelancer neste ramo.</p>
<p><span style="color: #ff6600;"><strong>SF: </strong><strong>Sei que além de trabalhar por conta própria trabalha também para várias empresas. O chamado Freelancer para agências. Na sua opinião quais são as vantagens de trabalhar para agências?</strong></span></p>
<p><strong>D: </strong>Sim é certo que trabalho para várias agências para além do meu trabalho a título individual. Actualmente tenho duas com as quais mais trabalho, e vou fazendo trabalhos para outras.</p>
<p>As vantagens de trabalhar para agências têm a ver com as metodologias que vamos adoptando com o que vivemos em cada uma delas e também os conhecimentos e reconhecimentos que vamos obtendo que trazem sempre os seus frutos.</p>
<p>Uma vantagem é também a de construir portfólio e ganhar credibilidade para situações futuras.</p>
<p><span style="color: #ff6600;"><strong>SF: </strong><strong>É o proprietário e responsável por uma marca. Hoje em dia poucas pessoas apostam tanto no seu trabalho a ponto de ter uma própria marca. O que o levou a dar esse enorme passo?</strong></span></p>
<p><strong>D:</strong> O que me levou a criar a marca Doffproductions com a qual já assinei grande parte dos meus trabalhos foi quando me iniciei &#8220;nestas lides&#8221; e queria ter algo mais que um simples livro de recibos verdes.</p>
<p>Lá em casa diziam que eu era doido por ir trabalhar a recibos verdes, então para os manter contentes e do meu lado criei o conceito e registei a marca, assim já podia dizer que não era um simples trabalhador independente. Na prática é tudo o mesmo. Mas começou assim.</p>
<p>Aproveitei depois o registo desta marca para a desenvolver para mais tarde poder vir a criar a empresa DoffProductions. Isso ainda não aconteceu porque outros projectos semelhantes me foram aparecendo e por agora optei por eles como é o caso da agência que fundei com outros colegas freelancers neste momento – a Hectare Digital.</p>
<p>Foi também uma forma de proteger o meu trabalho e de criar um conceito em torno deste.</p>
<p><span style="color: #ff6600;"><strong>SF: </strong><strong>A sua formação andou por diversas áreas, uma delas a chamada profissão da década passada, o Marketing. O que o fez abandonar essa área e dedicar-se ao design e ao desenvolvimento de produtos multimédia?</strong></span></p>
<p><strong>D:</strong> Na altura de ir para a universidade andava bastante indeciso. Já pensava no web design mas na altura em Portugal a oferta era muito escassa em formação superior nessa área.</p>
<p>Optei por ir para o ISCTE &#8211; IUL estudar Marketing por causa da publicidade, pensando que o curso de marketing era só publicidade. A principio nem sabia muito bem o que ia encontrar, mas depois fiquei fascinado por essa matéria,  mesmo sem a tal publicidade que me levou até lá, talvez devido à instituição onde estava e aos docentes e colegas que tinha.</p>
<p>O que me fez abandonar foi perceber que o que realmente queria era a parte do design. Primeiro frequentei um curso de Webmaster de algumas horas onde aprofundei o conhecimento que já tinha adquirido “por conta e risco próprio”. Depois surgiu a oportunidade de frequentar um Curso tecnológico perto de casa e nem pensei duas vezes. A licenciatura de Marketing estava a “encalhar” nas matemáticas e voltei de Lisboa para Santarém, &#8220;congelando&#8221; o marketing por uns tempos e dando uma pausa à matemática J.</p>
<p>Agora que já conclui o nível IV em desenvolvimento de produtos multimédia começo a penar em voltar ao marketing no ano que vem ou à comunicação mas ainda não sei pois a parte da comunicação também me desperta interesse e tenho até Setembro para me decidir. Para não falar no vídeo e multimédia que é uma outra paixão que a meu ver foi pouco aprofundada no CET.</p>
<p><span style="color: #ff6600;"><strong>SF: </strong><strong>Por fim, que conselhos daria a alguém que se esta a iniciar na área? Como sobreviver como Freelancer e quais os principais passos a dar?</strong></span></p>
<p><strong>D: </strong>Os conselhos que dou é que se é mesmo isto que querem, aproveitem e sigam em frente. Por vezes não é fácil e muitas vezes somos vistos como alternativa mais barata às empresas e de menos qualidade. Isto não é verdade, a qualidade muitas vezes é superior e a relação com clientes bem mais pessoal.</p>
<p>Para sobreviver como freelancer há que ter em conta a sua própria formação, não parar com esta, estar sempre &#8220;up to date&#8221;, saber bem onde procurar os trabalhos e ter uma forte relação com os clientes.<br />
Pela experiência que tenho até agora, aconselho sempre a vertente freelancer para agências não esquecendo o dito “freelancer normal”. É através das agências que surgem grandes oportunidades. Mas é diferente de estar numa só agência pois como freelancer o melhor que temos e o que me dá mais prazer é ser eu a gerir o meu dia e a gerir a minha forma de trabalhar.</p>
<p><span style="color: #ff6600;"><strong><br />
SF:</strong> <strong>Falou da criação de uma nova agência com outros colegas freelancers, que mais podemos saber dessa nova agência?</strong></span></p>
<p><strong>D: </strong>Sim é verdade, estou neste momento a lançar a Hectare Digital, uma agência de desenvolvimento multimédia em conjunto com outros colegas de curso de outras áreas (programação, comercial, consultoria, comunicação, etc.).</p>
<p>Estamos sediados em Santarém e actualmente já estamos a trabalhar na nossa carteira de clientes. No nosso site (Link:<a href="http://www.hectaredigital.com/" target="_blank">www.hectaredigital.com</a>) lançado no início deste mês de Abril já podem ficar a conhecer os nossos serviços.</p>
<p>Vamos transformar a Internet num planeta digital e a presença de cada entidade num hectare desse planeta. Fiquem atentos!</p>
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		<title>No Sofá Com : TiagoC</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Mar 2010 14:51:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>AnaMartelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[caldas da rainha]]></category>
		<category><![CDATA[design]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[freelancer]]></category>
		<category><![CDATA[tiago colaço]]></category>

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		<description><![CDATA[O Tiago é uma pessoa que eu já sigo o seu trabalho a algum tempo. A sua técnica aliada à originalidade faz do seu trabalho, uma regalia para quem o vê. É sem dúvida uma pessoa a ter em conta quando precisar de trabalhos na área dele.
SF: Antes demais deixa-me agradecer-te por teres aceite esta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O Tiago é uma pessoa que eu já sigo o seu trabalho a algum tempo. A sua técnica aliada à originalidade faz do seu trabalho, uma regalia para quem o vê. É sem dúvida uma pessoa a ter em conta quando precisar de trabalhos na área dele.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff6600;">SF: Antes demais deixa-me agradecer-te por teres aceite esta pequena entrevista! Podemos saber um pouco mais sobre ti?</span></h3>
<p style="text-align: justify;"><strong>TC: </strong>Obrigado eu, é um prazer participar neste Projecto e responder às perguntas do SerFreelancer. O meu nome é Tiago Colaço, mas adoptei por construir a minha marca no mercado como Tiagoc, tenho 26 anos e vivo nas Caldas da Rainha.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-793" title="tiagoc" src="http://www.serfreelancer.com/uploads/tiagoc.jpg" alt="" width="346" height="259" /></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff6600;">SF: A tua área de trabalho é uma área cada vez mais desgastada em termos de Freelancers. Como visualizas o panorama português nesta área?</span></h3>
<p><span style="color: #ff6600;"><span id="more-749"></span><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>TC: </strong>A minha área é muito abrangente uma vez que se subdivide em outras tantas. Tenho formação em Comunicação/Marketing, Relações Públicas e Publicidade, mas estudei também Design e sim, a nossa área está cada vez mais desgastada, vejo a cada dia que passa as coisas mais complicadas, são tantos os factores, na realidade julgo que todos os sectores em Portugal hoje em dia sufocam. Penso que há muita concorrência desleal, o cliente não está consciente das nossas dificuldades nem possuí a noção quando nos procura sobre aquilo que realmente pretende, o Estado não é propriamente “amigo” dos que atendem a manter os alicerces do mercado que o “sismo” da Crise persiste em continuar a abanar. Temos que acreditar que irá haver luz ao fim do túnel e que seremos recompensados pelo nosso esforço e persistência.</p>
<p style="text-align: justify;">
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff6600;">SF: Como tu mesmo dizes no teu WebSite, &#8220;Tenho a sorte de fazer o que gosto&#8221;. Imaginemos que terias a possibilidade de ingressar na tua empresa de sonho, qual seria e porque?</span></h3>
<p style="text-align: justify;"><strong>TC:</strong> Sim tenho muita sorte, eu amo o Design, eu sempre estive ligado ás artes e sempre senti o desejo de me exprimir pelas suas ferramentas. O Design, e a Comunicação no geral, são para mim como aquele travo doce de um café quentinho pelo fim da tarde. É assim que o gosto de pôr, cada um sentirá uma coisa diferente, é legítimo. Olha quanto á questão da empresa, é uma pergunta difícil para qual não há uma resposta fácil, tenho na minha consciência a noção que o meu grande sonho seria um dia ter uma empresa minha onde não existisse o conceito de patrão pois sou muito apologista do conceito de que a entidade Patronal deve delegar as responsabilidades bem como as regalias que advém das mesmas, criando um grupo unido e de partilha nas suas mais variadas componentes.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Contudo, sei que hoje em dia temos grandes empresas com excelentes valores, não irei pronunciar nomes mas exalto o valor de uma como exemplo, a Blend. Para mim, praticam uma boa sinergia entre Cliente versus Comunicação versus Núcleo de Trabalho que julgo ter vindo a produzir excelentes resultados.</p>
<p style="text-align: justify;">
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff6600;">SF: Esta é uma área muito complexa e onde há muita competição. Quais são as maiores dificuldades que sentes? Em termos de trabalho, estás como desejas ou por outro lado há muita coisa que te falta alcançar?</span></h3>
<p style="text-align: justify;"><strong>TC:</strong> Quanto à primeira questão julgo ter enunciado anteriormente alguns factores que não nos ajudam em nada no nosso dia-a-dia como por exemplo, hoje qualquer pessoa que por carolice mexa no Photoshop é um designer ou pensa que já faz um bom logótipo. Eu mexo no Photoshop há já 12 anos e tenho a noção que não conheço 20% dos processos que este belo programa nos permite desenvolver.</p>
<p style="text-align: justify;">Por outro lado, e em suma, eu quando tenho uma reunião com o cliente sobre um logótipo, por exemplo, costumam-me perguntar quanto custa, ora eu não sei, depende do trabalho que terei, depende da dimensão da marca no mercado, depende do futuro que a entidade pretende alcançar, dos seus valores, depende também do estudo que faço ao mercado, porque procuro fazer sempre o melhor para o cliente, aí no final e só com a satisfação total do meu cliente, indico o meu preço.</p>
<p style="text-align: justify;">Quanto á segunda questão, não estou ainda como desejo, pretendo ter um atelier aberto ao público, de momento encontro-me a trabalhar em casa, mas é meu desejo a médio longo prazo criar um espaço onde o cliente chega com a ideia de um negócio e eu tratar de toda a sua comunicação institucional. Ainda muita água terá de correr debaixo da ponte, porque eu não quero ter muitos clientes, quero ter poucos mas sempre com o sentimento de satisfação.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.serfreelancer.com/uploads/tiagoc2.png" rel="lightbox[749]"><img class="aligncenter size-full wp-image-794" title="tiagoc2" src="http://www.serfreelancer.com/uploads/tiagoc2.png" alt="" width="415" height="432" /></a></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff6600;">SF: Por último, um desejo para o ano que começou agora?</span></h3>
<p style="text-align: justify;"><strong>TC:</strong> Desejo do fundo do meu coração duas coisas, primeiro que os meus colegas de profissão de lés a lés tenham o maior sucesso em todos os seus empreendimentos, e que conheçam o gosto do sucesso a cada trabalho. Segundo, mas nem por isso menos importante, não se esqueçam que o importante é terem coragem, que tenham convicções fortes mesmo quando vos dizem não vão por aí, e que sobretudo, a família vem em primeiro lugar porque, quando estes não estão bem, o trabalho também não pode correr bem.</p>
<p style="text-align: justify;">Por último, desejo a todos um bom ano, que este projecto SerFreelancer tenha muito sucesso e despeço-me com um Bem Hajam.</p>
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		<title>No Sofá Com : Twee-Design</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Mar 2010 17:53:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>AnaMartelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[empresa]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[freelancers]]></category>
		<category><![CDATA[twee-design]]></category>

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		<description><![CDATA[A Twee-Design é uma equipa formada por dois Freelancers na área criativa, nomeadamente pela Anabela e pelo André. São dois excelentes profissionais, e isso vê-se no Portfólio deles. Esta equipa é a prova dada de como o Freelancing poderá levar-nos a outra etapa, etapa essa que normalmente é o nosso próprio negócio e a nossa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A <a href="http://www.twee-design.com/" target="_blank">Twee-Design</a> é uma equipa formada por dois Freelancers na área criativa, nomeadamente pela Anabela e pelo André. São dois excelentes profissionais, e isso vê-se no Portfólio deles. Esta equipa é a prova dada de como o Freelancing poderá levar-nos a outra etapa, etapa essa que normalmente é o nosso próprio negócio e a nossa própria marca.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-804" title="logo-twee-design" src="http://www.serfreelancer.com/uploads/logo-twee-design.jpg" alt="" width="400" height="300" /></p>
<h4 style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #ff6600;">SF: Antes de mais quero agradecer a vossa disponibilidade para esta entrevista! A Twee-Design é formada por dois Freelancers, podemos conhecer um pouco de cada um deles?</span></strong></h4>
<p style="text-align: justify;"><strong>TD:</strong> A Anabela nasceu na África do Sul e vive em Portugal mais concretamente na cidade de Espinho, desde 1993, licenciou-se em Design de Comunicação pela ESAD de Matosinhos. Desde 2008, ano do término da licenciatura, que trabalha como freelancer no projecto Twee-Design.</p>
<p style="text-align: justify;">O André também vive em Espinho, é licenciado em Design de Comunicação pela ESAD de Matosinhos e desde que terminou o curso criou, juntamente com a Anabela, o projecto Twee-Design com o objectivo de apresentar soluções de design especialmente focadas em Desgin Gráfico e Web Design.</p>
<p style="text-align: justify;">Os projectos desenvolvidos podem ser consultados no web site <a href="http://www.twee-design.com/" target="_blank">www.twee-design.com</a> ou em behance <a href="www.behance.net/twee-design" target="_blank" class="broken_link">www.behance.net/twee-design</a>.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-708"></span></p>
<h4 style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #ff6600;">SF: Podemos saber como surgiu esta parceria? E quais as maiores dificuldades que sentiram a trabalhar juntos?</span></strong></h4>
<p style="text-align: justify;"><strong>TD:</strong> Esta parceria surgiu no nosso segundo ano de faculdade quando nos tornamos colegas de turma, como vivíamos na mesma cidade durante as viagens de comboio íamos a debater os trabalhos que fazíamos. Acabamos por começar a desenvolver projectos em que tínhamos sempre em consideração a opinião do outro. Depois surgiram trabalhos de grupo durante a faculdade que intensificaram a capacidade de trabalharmos juntos.</p>
<p style="text-align: justify;">Talvez a maior dificuldade tenha surgido da necessidade de convergir diferentes influências e opiniões para uma só solução mas rapidamente conseguimos perceber e aceitar as criticas de ambos e utilizá-las para fortalecer os nossos trabalhos, melhorando sempre os pontos que pudessem ser menos fortes.</p>
<p style="text-align: justify;">
<h4 style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #ff6600;">SF: A maior dificuldade que os freelancers têm é a questão de se afirmar no mercado. Vocês sentem que têm mais facilidade em encontrar trabalho por serem uma equipa ou pelo contrário é mais complicado? Podem enumerar algumas das vantagens de trabalhar em conjunto com outra pessoa?</span></strong></h4>
<p style="text-align: justify;"><strong>TD:</strong> Não conseguimos dar uma resposta positiva ou negativa a essa questão, na medida que geralmente, do nosso ponto de vista, os freelancers seja em grupo ou individualmente são olhados com desconfiança pela maioria dos &#8220;agentes&#8221; do &#8220;mercado&#8221;. Como o &#8220;mercado&#8221; está sobretudo direccionado para trabalhar com empresas é natural que exista alguma hesitação em trabalhar com freelancers, pois é um conceito relativamente recente sobretudo em Portugal.</p>
<p style="text-align: justify;">Do nosso ponto de vista os factores que podem ser decisivos para conseguir encontrar novos clientes são ter um portefólio variado e a competência que um freelancer pode transparecer em todos os meios da sua actuação.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa competência poder ser transmitida através da qualidade do seu trabalho, de depoimentos de antigos clientes recomendando o freelancer e também através da informação ao cliente do modo de execução do seu trabalho.<br />
Algo que fazemos frequentemente é explicar ao cliente o processo que desenvolvemos para encontrar a solução ao problema que nos é proposto.<br />
Os nossos projectos passam recorrentemente por uma fase de pesquisa, análise e selecção de informação relevante, uma fase de desenvolvimento e experimentação de várias soluções e escolha de uma solução final. Pensamos que esta explicação ajuda o cliente a ter noção de todo o processo de trabalho e quais as fases necessárias para o executar.</p>
<p style="text-align: justify;">Em relação a trabalhar com outra pessoa, a grande vantagem é a possibilidade do outro ver uma perspectiva diferente de quem assume o projecto e permitir abrir novos rumos assim como melhorar o rumo que este está a levar.<br />
Outra vantagem é a divisão de tarefas permitindo a cada um de nós aprofundar uma determinada área dividindo assim os projectos e conseguindo maior rentabilidade do nosso tempo.</p>
<p style="text-align: justify;">Por último é sempre bom ter alguém a quem a qualquer momento podemos expor as nossas dúvidas, ter uma segunda opinião e aconselhamento, poder estabelecer debates sobre temas que por vezes extravasam as barreiras do design.</p>
<h4 style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #ff6600;">SF: Podemos saber se já tiveram algum trabalho que o considerem favorito? Ou se por outro lado têm um trabalho que ainda não conseguiram e ambicionam conseguir? Podemos saber qual?</span></strong></h4>
<p style="text-align: justify;"><strong>TD:</strong> A resposta é a velha e conhecida, todos são favoritos, na medida em que cada um deles representou um desafio novo e estimulante.<br />
Em relação a algo que ambicionamos, não se trata exactamente de um trabalho mas sim de uma ideia que temos, que gostaríamos no futuro de concretizar mais vezes e que aproveitamos esta entrevista para partilhar com outros freelancers.</p>
<p style="text-align: justify;">Surgiu-nos a ideia de, nesta altura em que o desemprego para jovens está em níveis elevados, os freelancers de variadas áreas poderem entrar em contacto entre si de forma a criarem equipas multidisciplinares temporárias (ou não) para concorrerem a concursos ou efectuarem propostas a empresas de novos produtos e soluções. Estas propostas poderiam contribuir para o desenvolvimento profissional da equipa de freelancers mas também constituiria uma ajuda às empresas em tempos de crise, representando novas soluções e oportunidades de negócio.</p>
<p style="text-align: justify;">O conceito de equipas multidisciplinares permitiria, na teoria, a apresentação de soluções mais sólidas pois trabalhando cada um na sua área de especialidade e ao mesmo tempo colectivamente o produto final sairá fortalecido e mais abrangente. Quando falamos de equipas multidisciplinares falamos da presença de vários intervenientes que poderiam ir desde arquitectos, designers, engenheiros a cientistas, psicólogos, sociólogos, etc. a lista será quase interminável tendo em conta o elevado número de desempregados que existe e as ínfimas possibilidades de conjugação de vários intervenientes.</p>
<p style="text-align: justify;">Nós acreditamos que se a solução não for vencedora pelo menos têm um trabalho diferenciador no vosso portefólio/currículo e que vos pode ser útil quando concorrerem a uma vaga para emprego.<br />
Ao lançar esta proposta não podemos deixar de referenciar que estamos disponíveis para participar em iniciativas deste género e debater ideias sobre o assunto em questão, sintam-se livres para nos contactarem.<br />
Gostaríamos também de fazer uma referência e deixar um agradecimento à WebStudio que desenvolve connosco uma parceria semelhante à que referenciamos em cima.</p>
<p style="text-align: justify;">Outra iniciativa no seguimento da anterior que gostaríamos de por em prática no futuro, seria a criação de um grupo de freelancers que trabalhasse para a exportação de serviços, que funcionaria de uma forma modular, adaptando-se a equipa com mais ou menos elementos de cada especialidade consoante as necessidades e que pudesse contribuir para que Portugal se destacasse a nível de inovação e capacidade de resposta aos mais variados problemas. Exemplos de iniciativas semelhantes, apesar de serem sobretudo centrados na área do Design, são o colectivo KDU e o projecto Universal Everything.</p>
<h4 style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #ff6600;">SF: Gostaria que como equipa deixassem aqui alguns dos principais passos a dar para alcançar o sucesso pretendido por todos os Freelancers.</span></strong></h4>
<p style="text-align: justify;"><strong>TD:</strong> Ser educado e humilde parece-nos ser algo essencial.<br />
Também nunca deixar de perseguir os seus objectivos, mesmo quando se está numa fase mais complicada, pensamos que para os freelancers que têm sucesso a determinação é um factor decisivo.<br />
Nunca deixar de procurar informação, ser um &#8220;estudante&#8221; eterno, procurar e explorar novas técnicas, novos conceitos etc., resumidamente estar sempre actualizado.<br />
Nós passamos diariamente várias horas a pesquisar, observar e experimentar novas técnicas, assim como lendo diferentes opiniões e conhecimentos das mais variadas áreas, quer seja em forma de livro ou em formato digital como blogs, fóruns etc. pois, na nossa humilde opinião, estas são formas de evoluirmos pessoal e profissionalmente.</p>
<p style="text-align: center;"><strong> </strong><a href="http://www.serfreelancer.com/uploads/workspace.jpg" rel="lightbox[708]"><img class="aligncenter size-full wp-image-805" title="workspace" src="http://www.serfreelancer.com/uploads/workspace.jpg" alt="" width="400" height="300" /><br />
</a></p>
<p style="text-align: center;">O Workspace da <strong>Twee-Design </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Gostaríamos finalmente de agradecer o convite feito por parte do &#8220;Ser Freelancer&#8221; na pessoa da Ana Martelo para esta entrevista.<br />
Por último, deixar expresso a esperança que as nossas ideias possam contribuir para um debate saudável no &#8220;Ser Freelancer&#8221;.</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Mais uma vez, em nome da equipa do <strong>SerFreelancer</strong>, agradeço à Anabela e ao André a disponibilidade desta pequena entrevista. <strong><em><br />
</em></strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Domingo no Sofá com: WebMilionário</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Feb 2010 10:00:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>AnaMartelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[blogger]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[webmilionario]]></category>

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		<description><![CDATA[O WebMilionário é um dos maiores bloggers que conheço, e com o qual já aprendi quase tudo o que sei actualmente, por isso resolvi tentar a sorte e roubar um pouco do seu tempo para que este me desse uma pequena entrevista. Ele prontamente aceitou e cá está ele, a descoberto e a falar de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O WebMilionário é um dos maiores bloggers que conheço, e com o qual já aprendi quase tudo o que sei actualmente, por isso resolvi tentar a sorte e roubar um pouco do seu tempo para que este me desse uma pequena entrevista. Ele prontamente aceitou e cá está ele, a descoberto e a falar de algumas coisas que muitos podem usar para o futuro!</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.serfreelancer.com/uploads/webmilionario.jpg" rel="lightbox[647]"><img class="aligncenter size-full wp-image-813" title="webmilionario" src="http://www.serfreelancer.com/uploads/webmilionario.jpg" alt="" width="509" height="118" /><br />
</a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ff6600;"><strong>SF: Olá Web. És um dos mais bem sucedidos bloggers nacionais, podemos saber mais um pouquinho sobre ti?</strong></span><br />
<strong>WM:</strong> Fiz o meu primeiro site quando entrei no IST, já lá vão mais de 10 anos. Desde então fui sempre criando sites sobre assuntos muito variados e percebi que podia trabalhar na web por conta própria. Há cerca de um ano e meio resolvi entrar no nicho de ganhar dinheiro online porque tenho muita experiência nesse campo e fazia sentido escrever sobre o assunto.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-647"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #ff6600;">SF: O teu principal projecto acaba por ser uma pequena enciclopédia para os iniciantes nas lides do Blogging. Na altura que começaste existiam enciclopédias assim? Como adquiriste os conhecimentos que tens actualmente?</span><br />
WB: </strong>O Web Milionário é uma pequena enciclopédia para webmasters em geral e não apenas para bloggers. Quando eu comecei a trabalhar na web nem existiam blogs, um webmaster completo é muito mais do que um blogger e tem que se adaptar às mudanças constantes deste meio.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando comecei o Web Milionário já existiam muitos sites do género lá fora e uns poucos em Portugal. Agora existem muitos mais, embora os bons continuem a ser praticamente os mesmos.</p>
<p style="text-align: justify;">Os conhecimentos que tenho adquiri ao longo da vida toda, desde a escola primária até ao curso de Engenharia Informática, e depois com a experiência de anos a trabalhar na web. Continuo a aprender todos os dias, lendo imensa informação que se pode encontrar em blogs,  fóruns, etc..E estou sempre a por em prática o que aprendo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #ff6600;">SF: Trabalhando como Freelancer, com todas as suas vantagens que todos sabemos, qual é a maior dificuldade que enfrentas diariamente?</span><br />
WM:</strong> A minha maior dificuldade é gerir a parte burocrática. Contabilidade, impostos, documentos, etc&#8230; é uma trabalheira para ter tudo legal e eu detesto perder tempo com isso. Mas quando nos tornamos profissionais, tem que ser.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #ff6600;">SF: Para alguém que vê o teu trabalho, e de outros bloggers conhecidos, como uma meta final, que conselhos primários dás? Qual é o erro comum que costumam praticar e que faz com que não consigam avançar?</span><br />
WM: </strong>O erro mais comum é exactamente ver o trabalho de alguém como uma meta final, e tentarem reproduzi-lo sem terem os conhecimentos ou inclinação para isso. Quando eu comecei um blog sobre ganhar dinheiro, olhei para o trabalho de outros que tinham sucesso nessa área, mas eu já ganhava dinheiro na net há anos e tinha muito para dizer sobre o assunto. Já vi imensos blogs sobre ganhar dinheiro, escritos por pessoas que estão agora a começar&#8230; quem é que vai ler dicas de pesca escritas por alguém que nunca apanhou um peixe?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #ff6600;">SF: Por último, um pedido. Podes levantar um pouco o véu de algo que estejas para lançar?</span><br />
WM: </strong>Tenho dois projectos em fase de testes, quase prontos para lançar. O primeiro é o Pro Web Milionário, um fórum privado para webmasters profissionais. O outro é o NewslettersPT , um directório de newsletters. Cada vez há mais webmasters a escrever newsletters e neste directório podem divulgá-las gratuitamente.</p>
<p>Links:</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.webmilionario.com/projectos/pro-web-milionario-beta/" target="_blank"><strong>Pro Web Milionário</strong></a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.newsletterspt.com/" target="_blank"><strong>Newsletters PT</strong></a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Domingo no Sofá com: Miguel Alho</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Feb 2010 10:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>AnaMartelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[freelancer]]></category>
		<category><![CDATA[miguel alho]]></category>

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		<description><![CDATA[O Miguel actualmente é um dos colaboradores do SerFreelancer, no entanto antes de ser colaborador ele é um excelente Freelancer e com perfeita noção de todas as legalidades que são necessárias e com alguma experiência que poderá ajudar muitos dos leitores do blog.
O tempo dele não é muito, mas ele tirou uns minutos (muitos) para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O Miguel actualmente é um dos colaboradores do SerFreelancer, no entanto antes de ser colaborador ele é um excelente Freelancer e com perfeita noção de todas as legalidades que são necessárias e com alguma experiência que poderá ajudar muitos dos leitores do blog.<br />
O tempo dele não é muito, mas ele tirou uns minutos (muitos) para responder as minhas perguntas.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.serfreelancer.com/uploads/miguelalho.jpg" rel="lightbox[562]"><img class="aligncenter size-full wp-image-563" title="miguelalho" src="http://www.serfreelancer.com/uploads/miguelalho.jpg" alt="" width="450" height="299" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff6600;">1- Olá Miguel, podes dar a conhecer um pouco de ti e do teu trabalho aos leitores?</span></h3>
<p style="text-align: justify;">Olá Ana, chamo-me Miguel Alho, tenho 28 anos, vivo e trabalho numa terra belíssima chamada Murtosa, e enquanto freelancer desenvolvo aplicações web para os meus (poucos) clientes. Felizmente as coisas estão a correr bastante b<span style="color: #000000;">em!</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff6600;"><span id="more-562"></span></span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff6600;">2- Trabalhas numa área onde a formação é vista como obrigatória. A tua formação deu-te as ferramentas necessárias para te lançares como Freelancer ou a licenciatura é apenas a base e o resto é adquirido com o tempo e a dedicação?</span></h3>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Para me lançar como freelancer&#8221;, sem duvida que&#8230;não! (lol) Só para situar, sou licenciado (pré-Bolonha) em Engenharia de Electrónica e Telecomunicações, pela Universidade de Aveiro. É um curso muito bom, sem dúvida, com uma saída profissional excelente. Relativo a questões técnicas, penso que saí muito bem preparados de lá, quer a nível de bases bastante abrangentes, quer em termos da especialização nas áreas que escolhemos. No meu caso, optei pelo lado Multimédia, que me interessava bastante, e aprofundei o conhecimento em programação. O curso em si tinha muitas cadeiras de programação e atenção à área informática, especialmente ao nível de hardware e micro processamento, mesmo sem ser um curso dedicado á informática (em Aveiro há Engenharia de Computação e Telemática com muitas cadeiras comuns, e penso que agora tem também Sistemas de Informação). Acabei por ter o ano final de especialização com muitas cadeiras de programação, e mesmo o projecto final foi já a programar para a Web, e como não havia cadeiras dessa área concreta no curso, tive de aprender (ainda por cima comprei um livro com muitos erros..).</p>
<p style="text-align: justify;">Disse que não saí preparado para trabalhar como independente, não a nível técnico, que como disse estava bem, mas a nível de conhecer o mercado e como funciona. Tive uma cadeira de Gestão de Empresas que achei muito mau (era obrigatório por exigências da Ordem). Aprendemos coisas do tipo como fazer ( ou tentar ) um plano de negócios, os tipos de marketing, etc. Mas sinceramente não deu para aprender muito bem &#8211; ninguém na verdade queria ter aquela cadeira no curso, andávamos todos ali &#8220;obrigados&#8221;. Fazia sentido tê-lo porque estatisticamente, uma grande percentagem dos alunos do curso tende a criar a sua própria empresa.</p>
<p style="text-align: justify;">Olhando para o que me passou nos últimos anos, acredito que uma cadeira do género é útil, mas tem de ser muito mais direccionado ao mercado existente, e à área científica. Ninguém nos diz o que é o nosso mercado e/ou como funciona. Eu vejo o curso como uma formação que te torna muito bom para trabalhar no mercado, fazer investigação, ser altamente capaz na área cientifica em questão, mas não ao nível do mercado. Obriga a passar, em certa medida por um empregador primeiro, e só depois de &#8220;abrires os olhos&#8221; podes te lançar. Se aquela cadeira de gestão de empresas fosse uma cadeira de estudo e preparação para o mercado de trabalho, acredito que teria sido bem mais útil. Seria mais útil perceber as opções reais que tínhamos, as empresas, tipos de áreas de trabalho disponíveis, mercados emergentes, questões de salários, funcionamento e opções de associações e ordem de engenheiros, questões fiscais básicas, etc. Seria bem interessante ver os casos de estudo de algumas empresas importantes da área, exemplos de sucessos, de falhanços também. Perceber o valor que a nossa área realmente apresenta, o que realmente vale quer em termos de importância para as empresas em termos de valor humano, e também o valor financeiro. Tornava-nos altamente capazes de ser bons engenheiros ao nível de decisões técnicas, e que funciona bem no curso na minha opinião, mas não nos deixar ser apanhados de calças na mão quando começamos a trabalhar. E isto acredito que acontece com todos os cursos &#8211; basta ver que ouves muito falar de licenciados de áreas de difícil saída a criar oportunidades&#8230; só que não têm colocação no mercado.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu senti isto muito nos primeiros anos, mesmo trabalhando na Universidade como independente, numa bolsa de investigação. Não fazia ideia do que era um recibo verde, de como funcionava as retenções e IVAs e IRSs e afins. Acredito que quem tem famílias com alguma experiência a nível de empreendedorismo e/ou trabalhos de vários tipos possam ter esse tipo de cultura já &#8220;entranhado&#8221; &#8211; vão vendo como as coisas funcionam à volta e aprendem bem. Não tinha essa &#8220;cultura&#8221; e acabei aprendendo muito pela técnica do &#8220;levar nas orelhas&#8221; &#8211; ficando teso, umas multas fiscais, etc. tomei o caminho mais doloroso, infelizmente. É uma forma de aprender.</p>
<p style="text-align: justify;">
<h3><span style="color: #ff6600;">3- Sei que tiveste um projecto ligado a uma Universidade, podemos saber mais sobre esse projecto? E que vantagens esse projecto te trouxe ?</span></h3>
<p style="text-align: justify;">Yeap. Começou com o projecto final de curso, que era um sistema de anotação para páginas web &#8211; um género de &#8220;post-its&#8221; para páginas web &#8211; e que seria usado numa aplicação web para a Provedoria da Justiça. O laboratório de Sistemas de Informação no IEETA já tinha trabalhos realizado ou em curso para a Assembleia da Republica envolvendo Bibliotecas Digitais. Estava em curso processos de digitalização de documentos, como as actas das sessões do parlamento, vídeos das sessões, etc, e que a equipa do laboratório já estava a realizar. O nosso projecto de curso acabou por incidir num componente para um projecto semelhante, mas para a Provedoria. Além do componente, acabamos (eu e o meu colega de curso) por desenvolver e integrar o back-office. Na verdade, mais o meu colega que eu &#8211; eu confesso que era um pouco calão e dediquei-me mais aos trabalhos de outras cadeiras.</p>
<p style="text-align: justify;">De qualquer forma, depois de terminar o curso, abriram umas bolsas no laboratório para um trabalho de desenvolvimento de uma biblioteca e arquivo digital para a própria Universidade, chamado SInBAD, e que estava enquadrado num projecto de desenvolvimento regional conhecido como o Aveiro Digital. A biblioteca iria suportar imensos documentos, nomeadamente teses e dissertações produzidas na Universidade, listas de artigos científicos dos alunos e investigadores da universidade e revistas. O arquivo iria suportar a colecção fotográfica da Universidade, e uma colecção gigantesca de cartazes (muitos da revolução de Abril) e de música jazz, que fora doado à Universidade. Posteriormente foi adicionado uma área de Museu, para suportar informação de peças também elas doadas (infelizmente parece que essa parte desapareceu&#8230;). Estive envolvido em parte do desenho da arquitectura, e no desenvolvimento das interfaces e aplicações de back-office para introduzir informação. Também durante esse período desenvolvi um portal para a Fundação Portugal-África, com um back-office para introduzir e manipular o conteúdo. Infelizmente continuava um bocado calão, e não me dei muito bem com o trabalho de pair-programming. Não deixei de aprender, nem nada que se parecesse, mas não fui tão eficiente nem produtivo quanto podia ser, disso tenho a certeza!</p>
<p style="text-align: justify;">O último quarto dos dois anos lá foram um género de &#8220;período negro&#8221;. Ainda para a biblioteca digital, fiquei a preparar e digitalizar conteúdos para o sistema. Portanto, inicialmente fiz uma pequena investigação sobre os possíveis processos, especialmente para a parte dos vínis, preparei o método de trabalho, e passei 6 meses a limpar, virar e digitalizar vinís, cassetes VHS e Beta, e ainda a introduzir material no sistema. Não consegues imaginar o tédio. Não era grande fã do jazz, e aquilo não ajudou muito (se bem que havia coisas interessantes para ouvir). Por outro lado, consegui aprofundar MUITO o conhecimento de fotografia que já tinha, e cresceu muito a minha paixão quer pela arte, quer pela técnica. O skate era o principal foco nesse aspecto &#8211; fisheye e flashes e estava feliz. Andava muito activo nessa altura no Fotosensível, acompanhando o fórum por lá e com os encontros e assim. Também já tinha o meu blog a funcionar e andava muito activo naquilo e a pensar em podcasts e coisas do género. Também nessa altura andava a ajudar bastante um amigo meu, o Victor Martins, que estava a iniciar a licenciatura dele em arte e comunicação, e participava em muitos dos trabalhos e produções que ele fazia. Gostava muito da produção fotográfica, especialmente do trabalho de luz! Aprendi muito nesse período, e garanto-te que não era sobre programação!</p>
<p style="text-align: justify;">É bom olhar para trás, e de alguma fazer a retrospectiva. Penso que hoje sei aquilo que não deveria ter sido naquela altura, (e tento fazer o melhor possível para não voltar a ser, sem arrependimentos). Mesmo assim, consegui reter muita informação e conhecimento do que tinha sido feito. E o &#8220;período negro&#8221; acabou por me motivar para mudar de ares e de rumo. Terminado o contracto (e diga-se de passagem que naquele período fui recibo verde sempre, como todos os bolseiros), decidi pegar no &#8220;guito&#8221; que consegui juntar, e tentar por via própria safar-me. Preferencialmente pela fotografia.</p>
<p style="text-align: justify;">
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff6600;">4- Então começaste a trabalhar como freelancer a fotografar?</span></h3>
<p style="text-align: justify;">Sim, ou pelo menos tentei. Digamos que o período negro não acabou por completo.. lol. Foi essencialmente os dois anos seguintes que aprendi muito (mas mesmo MUITO) acerca de tudo. Primeiro, nunca te aventures no freelancing sem uma carta de condução! Eu tirei o meu tarde, porque muito sinceramente, nunca tive e contínuo a não ter grande gosto em condução. Quando estava pela universidade tinha transportes públicos disponíveis e que serviam, e portanto nem o precisava. Também não tinha muito dinheiro (nunca tive muito e boa parte do que tinha foi gasto em material fotográfico, que já se sabe que é a desgraça de qualquer carteira&#8230;).Eventualmente consegui (a muito custo, diga-se), e também orientei uma Kangoo que dava para por o material para os trabalhos. Portanto, com um problema resolvido surgiu o segundo, que era obter trabalhos. Num meio pequeno como o em que vivo, não abundam necessidades para fotografia que possa ser pago. Nem eu sabia procurar esses trabalhos. Fui péssimo no marketing e quase que dependia completamente do &#8220;on-line&#8221;, que na verdade não apresentava nada do que procurava. Evidentemente, há sempre coisas como as foto-reportagens, mas que sinceramente não gosto nem me sinto capaz de fazer convenientemente. Gosto de produzir a imagem, não correr atrás dele. Portanto como podem imaginar, aquilo foi a minha desgraça. o que leva á lição número 3 &#8211; convém teres dinheiro guardado para poderes sobreviver pelo menos 6 meses. Acredita que é necessário, que o momento aparece, e que é difícil de se levantar dele.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesse período, penso que o único trabalho que realizei seriamente foi um site para um fotojornalista amigo (Sérgio Azenha) e umas coisas &#8220;free&#8221; para a rádio local. E surgia constantemente pedidos para fazer coisas a muito baixo custo ou de borla, o que leva à lição número quatro &#8211; toda a gente quer tudo de borla. É uma constante e cai muitas vezes na &#8220;asneira&#8221; de assim fazer. Muitas vezes era para amigos e assim sendo.. enfim. Quando se tem um emprego que nos suporta, pode-se fazer tudo e mais alguma coisa de borla, e se necessário e nos der gosto, até investir para fazer. Acaba por ser entretenimento. Como pagar um bilhete para ir ver futebol ou um espectáculo. Divertes-te, os amigos divirtam-se, enfim por que não. Mas quando estas a tentar fazer pela vida com isso&#8230; aí a dor. Não dá, que cada &#8220;freebie&#8221; é mais um prego no caixão. Não é verdade que vai surgir coisas melhores e pagas, e não sei que. Do mundo das borlas, só vem mais borlas. E cada vez mais.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas nem tudo de trabalho voluntário é mau. Há coisas muito boas até. É necessário ser crítico. Uma das boas foi a Santa Casa local, na qual fui convidado a participar como mesário (e ainda contínuo). Na altura, precisavam de pessoal novo e também uma ajuda a construir uma página web, o que era, naturalmente da minha área (mesmo também que tentava fugir dos computadores). Havia oportunidades muito interessantes para desenvolver coisas giras quer a nível de fotografia, quer a nível de web. E portanto tentei produzir uma newsletter que não consegui (compliquei o que poderia e deveria ser muito simples) e decidi construir o site de raiz, fazendo uso do conhecimento que tinha adquirido na UA. Portanto uma primeira maquete foi desenhada e deitada ao lixo. Um segundo design foi trabalhado e mais aceite e comecei a produzir a página e o back-office, e acabei por descobrir que conhecia muito pouco ou nada da tecnologia que pensava conhecer. Quase que reaprendi tudo, e ainda bem! E bem tenho a noção que aquele mês que passei em torno do código do portal (mesmo que mais tarde fosse deitado ao lixo) seria dos eventos mais importantes que fiz. Foi um género de ponto de viragem e eu sei que, se não tivesse feito aquilo, não sei o que teria sido de mim. O que leva á lição numero cinco &#8211; o trabalho voluntário é excelente para aprender coisas novas e úteis, e portanto escolhe bem os &#8216;borlas&#8217;.</p>
<p style="text-align: justify;">Em parte, o código/site que tinha sido criado foi descartado porque não consegui acabar. Surgiu em certa medida um primeiro bom momento na aventura. Tinha me apresentado a uma oferta de um trabalho de desenvolvimento que encontrei na web, no Net Empregos, creio, especificamente para tele-trabalho.  Muito tempo passou mas felizmente surgiu uma boa notícia. O projecto era de uma empresa portuguesa para uma instituição financeira Cabo-Verdiana, tinham ganho o concurso e iam arrancar. Gostaram da minha proposta técnica (que envolvia as coisas que aprendi nos projectos da universidade), seria-lhes útil, e orientei o meu primeiro trabalho &#8220;valioso&#8221; como freelancer. Foram dois meses a desenhar diagramas UML, a arquitectar um sistema aplicacional, que seria pioneiro na rede deles, o que me orgulha em certa medida (sério que é bom para o ego). Valeu também uma viagem lá de uma semana para fazer o levantamento de requisitos. Fui uma mudança radical e tinha que o fazer &#8211; já estava nos meus últimos 300 ou 400€, e a ideia de avançar com a fotografia teve de ficar para trás. Seguidamente, haveria a possibilidade de avançar com o próprio desenvolvimento da aplicação.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff6600;">5- Então a partir dessa altura o &#8220;período negro&#8221; foi ultrapassado? E agora, presentemente, como está a correr a tua carreira?</span></h3>
<p style="text-align: justify;">Quem me dera que tivesse sido totalmente ultrapassado. &#8220;Prosperou&#8221; durante algum tempo. As lições não acabaram. Nesse mesmo trabalho, como foi feito por orçamento, e numa segunda avaliação, pareceu-me ser mais simples e mais curto que o orçamento original. Fiz algo idiota &#8211; reavaliei um orçamento parcialmente aceite (antes de iniciar uma segunda fase) para menos. Foi muito mau. Não era que não fosse possível desenvolver, mas as coisas rapidamente complicaram quando comecei a escrever código para processar um conjunto de ficheiros com milhares de registos. Processos demorados que necessitavam de optimizações, processos difíceis que tinham de ser optimizados, muito debugging, sessões de horas a fio.. lembro de um que, por causa de o raio  de uma letra trocada, reescrevi todo um bloco de código longo até às quatro da manha, se só o resolvi verdadeiramente na manhã seguinte. Também, porque era um trabalho orçamentado, tinha de cumprir tarefas para receber, e com optimizações e erros e alterações (algumas profundas) nas regras de negócio&#8230; enfim, o que deveria ter demorado poucos meses seguiu ano e meio. O que é devastador para qualquer carteira. Tive necessariamente que aceitar outros projectos intermédios para compensar. E infelizmente um deles também foi um a desgraça com um cliente que ficou a dever (e ainda deve) bastante dinheiro, especialmente tendo em conta que eu estava teso, teso, teso,.. estava em casa e portanto ainda tinha algum suporte, mas naturalmente custava-me muito.</p>
<p style="text-align: justify;">Aqui tem imensas lições: Nunca subestimes um projecto nem a sua duração nem o seu custo; Software demora, realmente, o dobro do tempo do que se planeia, especialmente quando mudam as regras; e ainda, O método clássico da &#8220;cascata&#8221; é realmente trágico em software.</p>
<p style="text-align: justify;">Felizmente o &#8220;período negro&#8221; começou a clarear, mais para o fim do projecto, com a aparição do principal cliente que tenho actualmente. Basicamente, tinham solicitado a um colega meu um trabalho que envolvia umas bases de dados em Access e afins. Não era muito da área dele, e ele perguntou se podia ir à reunião, eventualmente para colaborar. O que queriam em access ia ser o caos para eles, e sugeri aquilo que estava a desenvolver que era uma aplicação web. Pareceu-lhes bem, e metemos mãos á obra. Era algo para fazer nuns 15 dias, e com todo o conhecimento que acumulei no projecto (que ainda decorria) consegui por 90% daquilo a funcionar. Mostramos o protótipo e ficaram muitíssimo entusiasmados. E sugeriram muitas coisas novas, tudo coisas possíveis de aplicar. Mais 15 dias, mais uma vez 90% pronto, e novamente mais coisas para por. Foi assim durante mês e meio / dois meses, de intenso labor e uma aplicação que consegui por a funcionar no que diria tempo recorde. E ainda aprendi a manipular um novo tipo de base de dados!</p>
<p style="text-align: justify;">Desde então tenho sido constantemente solicitado por eles, as vezes tendo que rejeitar. Tenho um projecto muito grande a terminar (com mais de um ano de desenvolvimento e a entrar em produção neste momento), e mais um já iniciado. Tive que juntar mais colaboradores para aliviar a carga, portanto já não sou tanto um solitário, mas mais um membro de equipa, se bem que os métodos de trabalho não alterar demasiado. Também consegui encaixar um &#8220;emprego&#8221; pelo meio, em que estive a dar aulas a putos do 7º e 8º ano na Escola da Torreira, já que ninguém aparecia para preencher a vaga. O pessoal da função pública pode-se queixar um bocadito mas não muito. Nós independentes somos efectivamente a escumalha do sistema fiscal e laboral. Subsídio de férias e natal e ainda compensação por fim de contrato?! UI UI, maravilha! (LOL) Às vezes nem compreendo como mantemo-nos assim! (LOL)</p>
<p style="text-align: justify;">Enfim&#8230; Para todos os efeitos, ainda não estou livre do buraco novamente, porque tem sido um período de muito investimento, com servidores, software, mobília, etc. A qualquer momento, se algo correr mal, não tenho grande margem para manobrar. E tenho dado o litro para aguentar e conseguir criar as bases que realmente preciso e pretendo. Mas está a prosperar e penso que daqui para a frente é mesmo isso &#8211; para a frente! Vejo a luz :D</p>
<p style="text-align: justify;">
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff6600;">6- Que conselhos darias a quem se está a começar agora?</span></h3>
<p style="text-align: justify;">Esta não tem resposta fácil que há tantos concelhos que possam ser dados. Eu habitualmente tenho algumas longas conversas com amigos meus que estão também a começar, e muito do que posso dizer é da experiência que tenho, e da montanha de erros que já cometi.. as lições que mencionei anteriormente.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas acima de tudo, penso que é preciso ter um ponto bem assente na forma de pensar, e é que, como freelancers, estamos a vender o nosso conhecimento e capacidade de realizar. Por mais que gostes do que fazes e do tipo de trabalho, nunca te esqueces que se não pensares nisto como um negócio, não sobreviverás, porque no final do dia ou no final do mês, se não poderes pagar as contas ou suportar uma emergência, estás feito e o &#8220;jogo&#8221; acaba (e possivelmente mal). Estamos muito desprotegidos como independentes. Portanto, como qualquer negócio, convém pensa-lo e planeá-lo, tanto quanto possível, sem nunca negar a possibilidade de alterações ao plano. Temos de ser muito ágeis e adaptar às mudanças e sermos capazes de mudar quando as oportunidades surgem, e é MUITO importante aprender e perceber os aspectos de negócio.</p>
<p style="text-align: justify;">Depois, lembrem-se que a independência que temos, quer ao nível de estruturas quer de &#8220;burro-cracias&#8221; é uma virtude e uma vantagem em muitas situações. Geralmente, só temos que reportar ao cliente, em vez de uma estrutura organizativa complexa, em que os nossos clientes possam estão inseridos. Eles geralmente já têm muitas dores de cabeça e pressão com isso, e se conseguirmos facilitar a vida deles em vez de o complicar, eles ficarão contentes. Sejam sempre cordiais e disponíveis para ouvir e perceber os problemas que os vossos clientes têm e querem resolver. Essa pode ser uma das chaves para que o trabalho possa começar a aparecer mais de que termos que a procurar.</p>
<p style="text-align: justify;">E como sempre, façam o melhor possível e nunca parem de aprender!</p>
<p style="text-align: justify;">
Antes demais agradeço ao Miguel pela disponibilização para esta entrevista.<br />
Podem ver algum do seu trabalho aqui: <a href="http://miguelalho.com/" target="_blank">http://miguelalho.com/ </a></p>
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		<title>Domingo no Sofá com: Alexandre Pereira</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Jan 2010 10:00:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>AnaMartelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[alexandre pereira]]></category>
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		<category><![CDATA[entrevista]]></category>

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		<description><![CDATA[

Depois do primeiro contacto com o Alexandre, este aderiu rapidamente a questão da Entrevista para o SerFreelancer. Sendo assim deixo aqui a entrevista para lerem.

SF: Olá Alexandre, antes demais apresente-se aos leitores !
AP: Olá a todos, chamo-me Alexandre Pereira, tenho 29 anos e moro no Porto, casado e com uma filha e actualmente a trabalhar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.serfreelancer.com/uploads/alexandrepereira.png" rel="lightbox[502]"><img class="size-full wp-image-503 alignleft" style="margin: 20px;" title="alexandrepereira" src="http://www.serfreelancer.com/uploads/alexandrepereira.png" alt="" width="200" height="191" /></a><br />
<br/><br/><br />
Depois do primeiro contacto com o Alexandre, este aderiu rapidamente a questão da Entrevista para o SerFreelancer. Sendo assim deixo aqui a entrevista para lerem.<br />
<br/><br/><br/><br/><br/><br/><br/><br/><br />
<span style="color: #ff6600;"><strong>SF: Olá Alexandre, antes demais apresente-se aos leitores !</strong></span><br />
<strong>AP:</strong> Olá a todos, chamo-me Alexandre Pereira, tenho 29 anos e moro no Porto, casado e com uma filha e actualmente a trabalhar no aeroporto do Porto como Operador de Assistência em Escala.</p>
<p>Quando era criança e devo dizer que ainda sou e a minha filha que o diga, não tinha aspirações nenhumas, ou seja, existem crianças que querem ser policias, bombeiros, médicos, etc, eu não tinha nenhuma, não sei se foi por ter uma infância difícil e tinha outros coisas em que pensar, ou não.</p>
<p><span style="color: #ff6600;"><strong>SF: Trabalhar como freelancer é algo muito complicado de se fazer, no entanto há quem tenha começado de diversas formas. Qual foi o seu percurso até hoje?</strong></span><br />
<strong>AP:</strong> O meu trabalho como freelancer começou pelo gosto do Photoshop. O gosto foi crescendo até que acabei por abrir o Photoshop e começar a trabalhar nele, não foi nada fácil, lembro-me que a primeira vez que abri o programa desliguei-o de seguida, porque não sabia o que fazer. Até que fui pesquisando tutoriais na net, e fui aprendendo aos poucos, e aproveitando o pouco tempo livre que tinha para isso.</p>
<p>Passaram 3 anos que mexo no Photoshop, não me considero nenhum profissional nisto até porque são precisos muitos anos para ficar profissional no Photoshop a nível geral, não tirei qualquer tipo de curso, embora a minha esposa até á pouco tempo insistiu para eu ir tirar o curso de Photoshop e Dreamweaver, mas por razões financeiras e falta de tempo acabei por não ir, fui sempre aprendendo sozinho e a mexer na &#8220;besta&#8221;.</p>
<p><span style="color: #ff6600;"><strong>SF: Se tivesse que enumerar apenas uma das grandes dificuldades desta profissão, qual seria?</strong></span><br />
<strong>AP: </strong>Acho mesmo que referi á pouco, o mais difícil é mesmo o início e tentarmos estabelecer o nosso trabalho em clientes, enfim, aprender e arranjar os clientes. Penso que só com um bom portofolio se consegue isto e no inicio tem de se dar o braço a torcer algumas vezes, como por exemplo cobrar preços bastantes baratos e até de borla só para que o nosso trabalho ser reconhecido.</p>
<p><span style="color: #ff6600;"><strong>SF: Quem trabalha como Freelancer muitas vezes tem o grande sonho de trabalhar para determinado tipo de empresa. Imagine que tem a possibilidade de ingressar na sua empresa de sonho, qual seria ? E porquê?</strong></span><br />
<strong>AP: </strong>Ora bem, não sei qual a empresa que seria mas estou certo, ou quase 100% certo que deixaria a profissão que tenho hoje em dia, onde tiro um vencimento acima da média e ganho bastante bem, para ir trabalhar nessa área.</p>
<p><span style="color: #ff6600;"><strong>SF: Deixe um conselho a quem se está a iniciar. Como é que se pode vingar neste mundo complexo e qual a melhor forma num médio prazo de ter sucesso a trabalhar no que se gosta?</strong></span><br />
<strong>AP:</strong> Sinceramente se tem mesmo vontade de se iniciar nesta área, não desista. Lute pelos gostos e pelos seus sonhos. Se tiver que ir trabalhar até para a construção civil (não menosprezando a profissão, até porque também já estive lá) para ganhar dinheiro para tirar um curso, vá, não tenha medo. Tudo parecerá melhor quando tiver os seus sonhos concretizados. Ah, e muito importante, se apenas quer experimentar tudo bem, mas acredite que não é fácil! As melhores felicidades para todos!!!</p>
<p>Agradeço mais uma vez ao Alexandre pela sua disponibilidade a dar esta pequena entrevista onde o ficaram a conhecer um pouco melhor!</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
	</channel>
</rss>
